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Trezentas mulheres grávidas dão entrada na maternidade com eclampsia
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Trezentas mulheres grávidas dão entrada na maternidade com eclampsia

Trezentas mulheres gestantes são internadas, anualmente, na Maternidade Lucrécia Paím, em Luanda, por complicações de “Eclampsia”, termo técnico de saúde que significa hipertensão, informou hoje, sexta-feira, em Luanda, a médica ginecologista e obstetra, Manuela Mendes.

Ao falar à imprensa a margem do II Congresso da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Angola, a médica Manuela Mendes disse que diariamente chegam a atender cerca de 10 mulheres com pré-eclampsia e eclampsia.

Segundo a especialista a pré eclampsia continua a ser a segunda causa de morte em Angola, sendo a primeira as hemorragias da gravidez e do parto.

A médica considerou a estatística como bastante elevado, por isso é necessário continuar a se tomar medidas , por forma a melhorar a assistência pré-natal e o atendimento nas unidades hospitalares quando as pacientes chegam .

De acordo com a médica pré-eclampsia, é caracterizada por tensão arterial elevada (hipertensão) acompanhada pela eliminação de proteínas pela urina (proteinúria) ou de retenção de líquidos (edema) que ocorre entre a 20.ª semana de gravidez e o final da primeira semana depois do parto.

A também secretária-geral da Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Angola (AGOA) explicou que eclampsia é uma forma de pré-eclampsia mais grave, que provoca convulsões ou coma.

Fez saber de igual modo, que regista-se taxas muito elevadas de mortes de mulheres devido a hipertensão associada a gravidez, e uma complicação significativa nos fetos com também grande morbi-mortalidade devido a hipertensão , porém aconselhou as mulheres a procurarem o médico quando se sentirem grávidas nos primeiros meses da gestação para se prevenir os desfechos graves da hipertensão.

“ Estamos preocupados com esta patologia, porque é possível a prevenção e o diagnóstico atempado para diminuir esta patologia, quer materna quer fetal, porque é um dos factores de risco, a hipertensão e evolui para complicações a que se chama de pré-eclampsia e eclampsia”, frisou.

Para isso, salientou, é necessário que o tratamento seja precoce antes das 16 semanas e nas pacientes de risco para esta patologia deve-se fazer consultas mais frequentes e cumprir as orientações dos profissionais, pois essas mulheres para além de ter maior frequência de consultas , elas devem ter uma alimentação saudável com restrição do sódio, e tomar os medicamentos. (Angop)

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