“Tio António” e “Caroço Quente” recordados no Palácio de Ferro

Palácio de Ferro Luanda (Voa)

A seis dias do último mês da III Trienal de Luanda, o veterano músico angolano Sam Mangwana estreia-se este sábado, 29, no Palácio de Ferro, palco do evento, por onde já passaram dezenas de consagrados artistas nacionais e estrangeiros, no decurso de quase um ano de intensa jornada.

“Tio António”, “Susana”, “Georgette”, “Fatimata”, “Querida Pátria”, “Minha Terra”, “Galo Negro” são alguns dos sucessos que o artista que se notabilizou a nível internacional no movimento da Rumba Congolesa, uma das principais referências na República Democrática do Congo (RDC), vai interpretar no salão Bengo.

Este símbolo da música nacional será acompanhado, no show das 20h30, por Chico Madne (teclado), Teddy Nsingui (guitarra solo), Quintino (guitarra solo), Mias Galheta (baixo), Nino Groba (teclado), Romão Teixeira (bateria), Manuel Correia (percussão), Massoxi (dikanza), Mister Kim, Beth Tavira e Dorgan Nogueira (coro).

Mangwana, que partilhará a noite musical do Palácio de Ferro com a cantora Patrícia Faria, começou a carreira musical em 1963, no grupo “African Fiesta de Tabu Ley Rochereau”. Posteriormente integrou o “African Fiesta National”, “Afrisa International” e colaborou com o “TPOK Jazz” de Francó. Formou e liderou os grupos “Festival des Maquisards” e “African All Stars”.

Por sua vez, a também radialista e jurista Patrícia Faria volta a pisar o palco Ngola, às 21h30, tal como no dia 25 de Agosto, no festival Zwá- Pura Música Mangop, inserido na III Trienal de Luanda, o que marcou a sua primeira aparição no local.

A mesma será acompanhar por Nando Bernardino (bateria), Chico Santos (percussão), Jujú Lutuma (teclado), João Mário (guitarra ritmo), Simão Nsingui (viola solo), Zinha de Almeida e Marinela Bragança (coro), a mesma formação que foi cúmplice na brilhante na primeira actuação no remodelado Palacio de Ferro.

Temas como “Caroço Quente”, “Cama e mesa – Pacheco”, “Nzage”, “Oimbwa”, “Kimbemba” e outros voltarão a ser entoados pela apelidada “negra caliente”, que numa das edições do Top Rádio Luanda arrebatou os prémios de Produção discográfica, Voz Feminina do Ano e Semba do Ano.

Patrícia Faria cresceu musicalmente nas Gingas do Maculusso, grupo em que permaneceu mais de duas décadas. Em 2003, a cantora abraçou a carreira a solo, lançando o aclamado “Emé kia”, que seis anos mais tarde deu lugar à segunda obra discográfica da cantora – “Baza Baza”.

A III Trienal de Luanda, iniciada a um de Novembro do ano passado, decorrerá até ao dia 30 de Novembro do corrente ano, sob o lema “Da utopia à realidade”, afigurando-se como um espaço de arte, símbolo de liberdade e uma plataforma para alargar o espectro do diálogo cultural. (Angop)

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