Sucesso do acordo de estabilização da RDC está na sua implementação

Emílio Guerra, embaixador de Angola no Congo Democrático (RDC) (Foto: Francisco Miúdo)

O embaixador de Angola na RDC, Emílio Guerra, referiu hoje que o sucesso do acordo de estabilização deste país, rubricado neste mês entre a maioria presidencial e alguns partidos da oposição, dependerá da eficácia na sua implementação.

Emílio Guerra encontra-se em Luanda para participar dos trabalhos da 7ª Reunião do Mecanismo Regional de Supervisão do Quadro de Paz, Segurança e Cooperação para a RDC e a Região dos Grandes Lagos, cujos trabalhos iniciam nesta tarde, com o encontro dos responsáveis das diplomacias.

O embaixador Emílio Guerra acrescentou que devem ser os próprios congoleses a entender-se, saber o que querem e como ultrapassar as dificuldades.

”Nós tivemos o nosso caso aqui e conseguimos ultrapassar, então não é impossível que outros povos o consigam”, disse.

Argumentou que, apesar de nem todas as forças políticas participarem inicialmente do mesmo, a sustentabilidade ou não do acordo rubricado entre as partes na RDC dependerá da sua implementação porque se houver falhas poderá resultar em dificuldades maiores.

Referiu que, em relação à violência neste país verificadas pelo facto de se ter adiado as eleições gerais, a capital (Kinshasa) não enfrenta grandes dificuldades, mas é no Leste que todos os dias verificam-se situações com alguma gravidade.

“Por razões várias não foi possível realizar-se as eleições, ainda no presente ano, daí ter havido a necessidade de fazer-se o diálogo que teve lugar, onde participaram a maioria presidencial e uma franja da oposição”, salientou.

Deste diálogo, frisou, resultou o acordo assinado a 18 deste mês, que prevê a realização das eleições, em Abril de 2018, e até lá decidiu-se um Governo de transição, que será dirigido por alguém da oposição.

Neste contexto, notou, “é óbvio que quem dele não participou conteste”.

O evento irá, naturalmente, discutir o acordo que, do seu ponto de vista, poderá merecer o apoio da conferência, afirmou, acrescentando que também servirá para avaliar o Acordo Quadro sobre este país, bem como analisar o grau da sua implementação e sugerir caminhos para tal. (Angop)

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