Secretário de Estado reconhece trabalho das igrejas na promoção da saúde

Eleutério Hivilikwa - Secretário de Estado da Saúde (Foto: Joaquina Bento)

O trabalho das igrejas no combate as doenças e promoção da saúde comunitária, bem como na resolução dos problemas sociais e económicos da população foi reconhecido hoje, terça-feira, em Luanda, pelo Secretário de Estado da Saúde, Eleutério Hivilikwa.

Ao fazer o discurso de abertura da conferência nacional sobre “O papel das igrejas na promoção da saúde, na prevenção da malária, Vih/Sida e saúde materno-infantil”, destacou que a realização da actividade com temas ligados a saúde, demonstra claramente o interesse e contribuição das igrejas nas questões ligadas a saúde.

Segundo o governante, a malária, Vih e a saúde materno infantil são problemas mundiais de saúde pública, principalmente nos países sub-desenvolvidos.

Fez saber que estima-se que existem no mundo cerca de 37 milhões de pessoas vivendo com o Vih/Sida, das quais 90 porcento se encontram no continente africano.

Frisou que saúde materna infantil é outra preocupação, pois os relatórios apontam terem morrido em 2015, cerca de seis milhões de crianças abaixo de cinco anos por doenças preveníveis.

De acordo com o responsável, esta realidade constitui um grande entrave para o desenvolvimento social e económico dos países africanos, o que torna urgente o envolvimento da qualidade nacional e internacional para reduzir o seu impacto negativo.

Apesar dos dados estatísticos acima citados, realçou, muitas iniciativas têm sido implementados a fim de reduzirem esses problemas de saúde.

“Em Angola com a paz alcançada em 2002 o Executivo elaborou um plano de acção para melhorar a situação social e económica dos angolanos, e em 2010 foi aprovada a política nacional de saúde para organizar as actividades do sistema nacional de saúde”, destacou.

Salientou que em 2013 foi aprovado o plano desenvolvimento do sector para operacionalizar a política nacional de saúde.

Ressaltou que no contexto do país, os números também são preocupantes em relação a malária, adiantando que segundo o boletim do Ministério da Saúde (Minsa) ocorreram anualmente cerca de três milhões de casos de malária, com uma taxa de mortalidade de 0,2 porcento.

Destacou que a malária representa 35 porcento da procura de cuidados curativos nas unidades sanitárias, e sem avançar números comparativos disse que este ano os dados estão acima dos casos do ano passado.

Em relação ao Vih, referiu, Angola tem uma prevalência estimada em 2,4 porcento inferior aos demais países, e para fazer face a doença o Minsa intensificou um programa de investimentos, tratamento, apoio e cuidados das pessoas vivendo com a doença.

Explicou que a luz do plano nacional do desenvolvimento de saúde foi elaborado, através do Instituto Nacional de Luta contra a Sida, o plano nacional de aceleração da resposta ao Vih e como resultado o número do serviço cresceu de 15 em 2004 para mil e setenta em 2015.

“Com a presente situação económica do país necessitamos da colaboração de todo o sectores para que o avanço conquistado ao longo dos 30 anos de luta contra Sida não tenha retrocessos”, adiantou.

Os números demonstram os avanços conquistados e os desafios a enfrentar, e actualmente o Minsa está a desenvolver um diagnóstico da selecção de saúde para recomendar acções que acelerem o alcance das metas do plano nacional de desenvolvimento do sector.

Finalizou que os desafios são sectoriais e as igrejas são chamadas a contribuir e desempenhar um papel importante na prevenção do controlo das doenças. (Angop)

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA