Rússia anuncia que vai apoiar uma mulher da Europa do Leste para a ONU

(JASON SZENES/EPA)

A Rússia afirmou segunda-feira que gostaria de ver uma mulher como secretário-geral da ONU e que irá apoiar um candidato da Europa de Leste, dias depois de Kristalina Georgieva entrar na corrida.

“Acreditamos que é a vez da Europa do Leste de fornecer o próximo secretário-geral. Gostaríamos muito de ver uma mulher”, disse o embaixador russo nas Nações Unidas, Vitaly Churkin, em conferência de imprensa.

O embaixador disse ainda que deverá haver em breve um voto formal para decidir sobre o sucessor de Ban Ki-moon. A Rússia ocupa este mês a presidência do Conselho de Segurança da ONU e é um dos seus membros permanentes, os quais têm poder de veto em relação aos candidatos a secretário-geral.

Na semana passada a Bulgária substituiu o seu candidato ao cargo, apresentando Kristalina Georgieva, que passou pelo Banco Mundial e está agora na Comissão Europeia.

A economista búlgara respondeu na segunda-feira a duas horas de perguntas de todo o tipo, incluindo a guerra na Síria, a crise dos refugiados e as alterações climáticas, perante a Assembleia Geral da ONU.

A corrida ao cargo de secretário-geral da ONU entra numa nova fase na quarta-feira, com nova votação no Conselho de Segurança. Os membros permanentes — Reino Unido, França, China, Rússia e Estados Unidos — vão usar boletins de voto coloridos para indicar se os candidatos vão enfrentar um veto quando o conselho efetuar uma votação formal.

Churkin indicou haver uma “boa possibilidade de poucos dias após” a votação informal de quarta-feira, o conselho votar formalmente para escolher o nome que será depois apresentado à Assembleia Geral para aprovação.

Georgieva seria a primeira mulher a liderar a ONU. A búlgara de 63 anos enfrenta outros nove candidatos, incluindo o ex-primeiro-ministro português António Guterres, considerado o favorito, já que venceu todas as cinco votações informais do Conselho de Segurança realizadas até agora.

O novo secretário-geral da ONU deve iniciar funções a 01 de janeiro. (Observador)

por Lusa

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