Registo eleitoral debaixo de críticas em Angola

Bandeira de Angola (Foto: Jorge Monteiro/Portal de Angola)

Em Angola arrancou hoje a segunda fase do registo eleitoral. Esta fase vai permitir a actualização dos eleitores que participaram em pleitos eleitorais anteriores e actualizar locais de residência. O processo será garantido por 40 brigadas que vão actuar nos 11 municípios.

Já estão nas ruas de Angola as brigadas que vão assegurar a segunda fase do registo eleitoral que vai decorrer até ao próximo mês de Dezembro.

Nesta fase serão emitidos cartões para os eleitores que perderam os respectivos documentos e serão ainda actualizados os dados referentes aos locais de residência.

No início da semana, em declarações à imprensa local, o director dos registos do município de Luanda, Gaspar Tavares, garantia estarem criadas as condições técnicas e logísticas para o arranque do processo. Quarenta brigadas vão actuar nos 11 municípios do país.

O responsável que fez um balanço positivo da primeira fase do processo, actualmente em curso, salientando a elevada participação dos cidadãos.

UNITA pondera manifestação

Quem não está satisfeito com o registo eleitoral é a UNITA. O principal partido de oposição pondera convocar uma manifestação contra aquilo que considera serem as irregularidades que estão a ocorrer no processo de registo eleitoral em Angola. A UNITA afirma que a recolha de cartões eleitorais pretende diminuir ao máximo os seus votos no pleito do próximo ano.

“Processo inconstitucional”

O antigo primeiro-ministro, Marcolino Mouco, considera que o registo eleitoral feito pelo executivo é inconstitucional. O responsável político chama a atenção para o que chama de ‘’falta de vergonha’’ dos tribunais perante actos inconstitucionais no processo eleitoral, com a condução do registo eleitoral a liderar a lista. (Rfi)

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