Queda das commodities minerais obriga reavaliação de projectos

Diamantino Azevedo - PCA da Ferrangol (Foto: Lino Guimaraes/arquivo)

A queda do preço das commodities minerais como ferro, manganês e outros minerais metálicos, no mercado internacional, interrompeu o desenvolvimento de projectos mineiros como o de Cassinga, na província da Huíla, e obrigou a empresa Ferrangol a reavaliar todo trabalho efectuado, visando a exploração.

Essa informação é do engenheiro Diamantino Azevedo, presidente do Conselho de Administração da Ferrangol.

O gestor disse à Angop que o preço dos minerais metálicos baixou bastante e tinham que rever todo plano elaborado, concretamente o estudo de viabilidade, de impacto ambiental já aprovado e a estratégia de implementação dos projectos.

Tal situação levou a paralisação da mina de Cassinga durante dois anos, porém a empresa está agora a tentar implementar com base nas condições actuais que implicam ter custos operacionais baixos e também uma determinada atenção do Estado a determinadas taxas e tarifas.

Entretanto, argumentou, a atenção do Estado não tem que ser necessariamente no domínio do imposto, mas para uma série de variáveis que intervêm nesse tipo de projectos mineiros, que são volumosos.

“É preciso olhar para a questão do transporte do minério para o porto ou da mina para a siderurgia, à electricidade e ao gás, porque o nosso projecto tem várias metas e a meta final é a produção siderúrgica”. Portanto, concluiu, há uma série de variáveis que intervêm e nós temos que trabalhar com elas para que possamos ter custos operacionais que facilitem o projecto.

Diamantino Azevedo escusou-se em adiantar horizontes para o começo da produção mineira, porque o projecto está a ser desenvolvido com base numa parceria público privada.

Fora o impacto negativo da baixa do preço dos minerais, o presidente da Ferrangol realçou pontos positivos já existentes no projecto de Cassinga, nomeadamente a infra-estruturas, estudos e equipamentos que vão facilitar a reactivar do negócio.

Além de Cassinga referiu que existe igualmente um projecto do ferro na província do Cuanza Norte, que nesse momento está-se a trabalhar com uma empresa privada siderúrgica para se estabelecer e desenvolve-lo.

“Creio que daqui a mais alguns meses teremos concluído essas negociações e aí sim podemos apresentar prazos concretos, de quando arrancaremos com a produção”, disse o interlocutor.

A Empresa Nacional de Ferros de Angola, Ferrangol-EP, tem como objecto social, a prospecção, pesquisa, exploração, tratamento e comercialização de recursos minerais metálicos (ferrosos, não-ferrosos e preciosos) assim como outros que constituem matéria-prima para a produção de aço. (Angop)

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