Presidente venezuelano enfrenta processo judicial aberto pelo Parlamento

(Euronews)

A Assembleia Nacional da Venezuela, detida pela oposição, aprovou, terça-feira, a abertura de um processo judicial contra o Presidente, Nicolás Maduro, por “violações graves da Constituição e dos Direitos Humanos”.

A decisão foi aprovada com os votos da maioria opositora que quer que Nicolás Maduro compareça no parlamento a 1 de novembro, para responder às acusações.

No texto da moção lê-se que o parlamento pretende iniciar um processo para atribuir a responsabilidade política ao chefe de Estado por “ter consolidado um modelo político, económico e social que ocasionou a devastação da economia do país e uma enorme inflação”.

“É uma assembleia que tem apenas um objetivo que é prejudicar a Venezuela. Deixem-me dizer que não vamos permitir um golpe de Estado parlamentar de qualquer tipo, de quem não sabe nada sobre a nossa lei,” reagiu Nicolás Maduro

O parlamento criou também uma comissão especial para avaliar a possibilidade de declarar o “abandono” do cargo pelo Presidente da República.

O alegado “abandono” do cargo terá a ver com a recente viagem que Nicolás Maduro realizou pelo Azerbaijão, Irão, Arábia Saudita, Qatar, Itália e que terminou, terça feira, em Lisboa com um encontro com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.

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