Presidente da República aconselha estudo dos actuais acontecimentos internacionais

(Foto: D.R.)

José Eduardo dos Santos assegurou que a estabilidade económica ou política de qualquer região do mundo depende fundamentalmente do diálogo e entendimento entre dois grupos e da neutralidade activa da ONU.

O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, afirmou que é preciso estudar, com maior atenção e profundidade, os fenómenos no plano internacional “para compreender melhor o mundo em que estamos e saber proteger os nossos interesses”.

José Eduardo dos Santos falava na Assembleia Nacional, na cerimónia de abertura da 5ª Sessão Legislativa da III Legislatura, uma imposição do Artigo 118 da Constituição da República de Angola.

De acordo com o Presidente da República, com o fim da Guerra Fria surgiu um mundo unipolar, com os Estados Unidos da América na liderança, acrescentando que, entretanto, com o despontar de várias potências com peso no plano internacional, em especial a Rússia e a China, o mundo tende a tornar-se multipolar.

“Utilizando a força, os EUA levaram a cabo intervenções em várias partes do mundo para impor os seus próprios valores políticos, com resultados adversos. Acabaram, assim, por gerar mais instabilidade no Médio Oriente, na Ásia e em África, onde não conseguiram nem impor a paz nem desencorajar os movimentos terroristas”, declarou.

O Chefe de Estado angolano recordou que essas políticas foram conduzidas na era dos Presidente George W. Bush e Obama, cada um com as suas especificidades e com o beneplácito dos seus aliados. “Que rumo seguirá a política externa americana com o novo presidente que será eleito em Novembro? Qual será a reacção da Rússia e de outras potências de desenvolvimento médio?”, questionou José Eduardo dos Santos.

Região dos Grandes Lagos Para o Presidente da República, um mundo mais seguro só pode ser arquitectado na base do diálogo e do entendimento entre estes dois grupos e de uma neutralidade mais activa por parte das Nações Unidas.

No plano externo há a considerar as ameaças latentes constituídas pelas crises e conflitos da África Central e da Região dos Grandes Lagos e pela pirataria marítima no Golfo da Guiné, para além dos novos paradigmas de crime organizado que se manifestam através da expansão do fundamentalismo religioso, do terrorismo transnacional, do tráfico de armas, drogas e seres humanos e dos crimes cibernéticos.

Apesar de alguns condicionalismos de ordem conjuntural e estrutural, o Sistema de Segurança Nacional (Inteligência, Defesa e Interior) tem dado resposta capaz a todas essas situações de risco, internas e externas, e permitido assim a prossecução normal dos grandes objectivos nacionais.

A defesa do território nacional, a garantia da paz e estabilidade e a preservação das nossas fronteiras, exigem que tenhamos Forças Armadas e de Segurança Nacional capazes, bem equipadas e bem treinadas.

Exigem também que elas sejam objecto da nossa atenção permanente, cuidando devidamente dos seus orçamentos. Temos que estudar com maior atenção e profundidade os fenómenos que acontecem no plano internacional para compreender melhor o mundo em que estamos e saber proteger os nossos interesses.

Multipolaridade mundial Com o fim da Guerra Fria surgiu um mundo unipolar, com os Estados Unidos da América na liderança. Entretanto, com o despontar de várias potências com peso no plano internacional, em especial a Rússia e a China, o mundo tende a tornar-se multipolar.

Utilizando a força, os EUA levaram a cabo intervenções em várias partes do mundo para impor os seus próprios valores políticos, com resultados adversos. Acabaram, assim, por gerar mais instabilidade no Médio Oriente, na Ásia e em África, onde não conseguiram nem impor a paz nem desencorajar os movimentos terroristas.

Essas políticas foram conduzidas na era do Presidente George W. Bush e do Presidente Obama, cada um com as suas especificidades e com o beneplácito dos seus aliados. Que rumo seguirá a política externa americana com o novo presidente que será eleito em Novembro?

Qual será reacção da Rússia e de outras potências de desenvolvimento médio? Um mundo mais seguro só pode ser arquitectado na base do diálogo e do entendimento entre estes dois grupos e de uma neutralidade mais activa por parte das Nações Unidas.

Determinados processos eleitorais que ocorrem no nosso continente e que deveriam ser factores de estabilidade democrática, estão a ser convertidos, quer através da contestação directa dos seus resultados, quer através da tentativa de alteração da ordem constitucional, em autênticos viveiros de instabilidade, de repercussões e consequências imprevisíveis tanto para os respectivos países como para as respectivas sub-regiões.

Assim, devem ser mantidos e reforçados os princípios da União Africana, sobre o não reconhecimento dos Governos resultantes de processos anti-constitucionais, bem como sobre os mecanismos de acompanhamento e fiscalização dos processos eleitorais. (jornaldeeconomia)

Por: Pedro Peterson

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA