Poupança das famílias atinge mínimo dos últimos 20 anos

(Tvi24)

Em 1995, o primeiro ano para o qual o INE disponibiliza estes dados, esta taxa de poupança representava 12,5% do rendimento disponível (o valor mais alto da série), descendo para 7,5% em 2011.

A poupança das famílias portuguesas voltou a cair em 2015 face ao ano anterior, representando 4,4% do rendimento disponível, um novo mínimo dos últimos 20 anos, segundo números do Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com dados do INE, a taxa de poupança das famílias portuguesas (e das sociedades sem fins lucrativos que as apoiam) representou 4,4% do rendimento disponível em 2015, uma nova descida face a 2014, quando as famílias conseguiam poupar 5,2% do seu rendimento.

Em 1995, o primeiro ano para o qual o INE disponibiliza estes dados, esta taxa de poupança representava 12,5% do rendimento disponível (o valor mais alto da série), descendo para 7,5% em 2011, o ano em que Portugal recorreu a ajuda financeira externa, tendo depois iniciado um processo de recuperação, ainda que moderado.

Essa tendência inverteu-se em 2014, quando a taxa de poupança das famílias desceu face ao ano anterior, atingindo 5,2%, uma queda que se manteve em 2015 e, pelo menos, na primeira metade deste ano.

Os números referentes a 2016, ainda trimestrais, indicam que este indicador continuou a cair este ano, atingindo os 3,9% do rendimento das famílias no ano terminado em junho último.

Também o Banco de Portugal (BdP) apresenta dados para os níveis de poupança das famílias e que são semelhantes aos do INE, apontando para uma taxa de poupança dos particulares de 4,3% do rendimento disponível em dezembro de 2015 e de 3,5% em março deste ano.

Já os depósitos dos particulares nos bancos comerciais, um dos instrumentos de poupança mais comuns, ultrapassaram os 137.000 milhões de euros em dezembro de 2015. (Tvi24)

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