Portugal: Produção de petróleo da Galp aumenta mais de 60% no terceiro trimestre

(Pedro Esteves)

O aumento da produção com a entrada em funcionamento de novas unidades no Brasil coincidiu com uma queda dos preços nos mercados internacionais e com a redução, a metade, das margens de refinação.

O terceiro trimestre da Galp ficou marcado por um aumento superior a 60% na actividade de exploração e produção e pela queda na actividade de refinação e distribuição e no trading e nas vendas de gás natural.

Nos dados preliminares do Trading Update enviados esta manhã à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a energética comunicou uma produção de 68,8 mil barris de petróleo por dia (kbopd), um aumento de 63% em relação ao mesmo período do ano passado e de 33,2% em relação ao trimestre anterior.

A produção média working interest da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva (na foto) subiu 62,1% para 74 mil barris por dia (produção bruta de matéria-prima, sobretudo petróleo, que inclui todos os custos decorrentes das operações, como os impostos).

Considerando a produção net entitlement (obtida depois de pagos todos os custos associados a concessões, que tem impacto nas contas da petrolífera), disparou 62,8% para 71,5 mil barris. Um aumento que se deveu ao início de actividade de duas novas unidades no Brasil, em Fevereiro e Julho (unidades flutuantes Cidade de Maricá e Cidade de Saquarema), além da ligação de novos poços à unidade flutuante Cidade de Itaguaí, já em produção.

O aumento destes indicadores coincidiu com uma queda dos preços e das margens de refinação. O valor médio por barril de Brent recuou 9,1% para 45,9 dólares e as margens de refinação de referência recuaram em mais de metade (caíram mais de 63%) para 2,3 dólares por barril.

Já a actividade de produção e distribuição registou uma performance negativa em relação ao trimestre homólogo, com as vendas a clientes directos a caírem 4,8% para 2,3 toneladas métricas e o volume de matérias processadas a recuar 1,4% para 29,4 milhões de barris.

A actividade de trading de gás natural recuou 18% para 800 mm3 e as vendas caíram 8,4%, essencialmente devido ao recuo das vendas nos mercados internacionais. A venda a clientes directos cresceu 1,8%, um factor que poderá ser explicado devido ao maior consumo do sector eléctrico. (Negocios)

por Paulo Zacarias Gomes

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