Polícia toma de assalto quartel da Renamo

(AP)

As forças de defesa e segurança tomaram hoje de assalto o quartel da Renamo em Mocuba, na Zambézia, centro de Moçambique. Este assalto acontece após o assassínio do membro do principal partido da oposição e conselheiro de Estado, Jeremias Pondeca. Uma morte que já foi condenada pelo chefe de Estado Filipe Nyusi.

As forças de defesa e segurança tomaram de assalto, na manhã desta terça-feira, o quartel da Renamo em Morotone no distrito de Mocuba na província da Zambézia, centro do país. A notícia foi confirmada à comunicação social pelo porta-voz do comando provincial da polícia, Jacinto Félix.

“As Forças de Defesa e Segurança pelas sete horas tomaram o segundo quartel da Renamo, situado no Morotone. Isto acontece depois de ter tomado no dia 16 o quartel geral da Renamo em Morrumbala. Este efectivo, agora, está a fazer perseguição aos homens armados da Renamo”.

A polícia remeteu as explicações deste assalto das Forças de Defesa e Segurança à base da Renamo para o fim da operação. Uma operação que acontece um dia depois do Presidente moçambicano ter condenado o assassínio do membro do principal partido da oposição e conselheiro de Estado.

Filipe Nyusi exigiu às autoridades responsáveis o esclarecimento deste caso. Jeremias Pondeca foi assassinado no último sábado, enquanto efectuava exercícios físicos, na praia da Costa do Sol em Maputo.

Os governos de Portugal, França e EUA e a União Europeia também condenaram a morte de Jeremias Pondeca, encorajando o Governo e a Renamo a perseguirem a via do diálogo para o fim da crise política e militar.

O principal partido da oposição em Moçambique, anunciou que não vai abandonar as negociações de paz no país, apesar do assassínio de um dos membros da sua delegação na mesa do diálogo com o Governo. O diálogo entre as partes vai prosseguir no dia 18 de Outubro como anunciado. (Rfi)

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