País produz mais de cinco mil megawatts de energia até 2017

Secretário de Estado da Energia, Joaquim Ventura (Foto: Henri Celso)

Mais de cinco mil megawatts de energia eléctrica vão ser produzidos até 2017, com a conclusão dos projectos estruturantes do ciclo combinado do Soyo, Laúca e Capanda, bem como a ampliação da Barragem de Cambambe, informou hoje, quarta-feira, o secretário de Estado da Energia, Joaquim Ventura.

Ao dissertar o tema “Processo de Recuperação e Expansão das Redes Nacionais de Infra-estruturas de Produção, Transporte, Água e Energia Eléctrica”, durante as 20ªs Jornadas Técnico-Científicas da Fundação Eduardo dos Santos (FESA), Joaquim Ventura fez saber que com o final das obras de restauração das barragens de Laúca, que produzirá dois mil e 67 megawatts, Capanda, com 500 megawatts, Cambambe, com 960 e as obras de construção do ciclo combinado do Soyo, com 750 megawatts, o país estará mais servido em termos de fornecimento de energia eléctrica.

O responsável explicou que tais investimentos se enquadram no processo de recuperação e expansão das redes nacionais, infra-estruturas de produção e transporte de energia eléctrica.

No tocante a distribuição, Joaquim Ventura informou estarem já em carteira os trabalhos de reabilitação e construção das redes e que até 2025, o programa prevê cobrir 60 porcento da população do país, num universo de 14 milhões de habitantes residentes em zonas urbanas e rurais.

Por sua vez, o secretário do Estado das Águas, Luís Filipe da Silva, fez saber durante a sua dissertação estarem concluídos os projectos tendentes a melhorar o fornecimento de água a nível nacional, com realce para o Sistema de Abastecimento de Água de Xangongo, município de Ondjiva, província do Cunene, o Sistema de Abastecimento de Água de Caxito e Porto Kipiri, província do Bengo.

Para si, este projecto vai fornecer água a cerca de 13 mil habitantes e está a ser construído numa extensão de 97,5 quilómetros de conduta.

Luís Filipe da Silva fez ainda alusão da execução do Sistema de Abastecimento de Água e o Sistema de Drenagem e Tratamento de Águas Residuais de Namibe, bem como o Sistema de Abastecimento de Água do Sumbe.

O responsávcel realçou que o grande desafio consta na sustentabilidade dos projectos efectuados pelo Executivo no âmbito dos programas desenvolvidos.

Durante o segundo dia de trabalhos das 20ªs Jornadas Técnico-Científicas da FESA, foram debatidos temas como “O Papel da Racionalidade Científica e sua Globalização”, “O Desenvolvimento Urbano Nacional, Novas urbanizações”.

Foram ainda discutidos temas sobre “Modelo de Financiamento das Infra-Estruturas e sua Manutenção, Requalificação, Reconversão e de Recuperação Urbana como factores de prosperidades, bem como “O Processo de Recuperação e Expansão de Serviços e Equipamentos Sociais”.

Os temas referenciados são debatidos em quatro painéis, nomeadamente, sobre “O Processo de Renconciliação Nacional”, “A Globalização e os Riscos Civilizatórios”, “O Processo de Reconstrução Nacional” e o último sobre o “Angola, Processo de Reinserção e Reintegração de Grupos Vulneráveis”.

Têm como prelectores nacionais e provenientes do estrangeiro, como da Argélia, do Brasil, África do Sul, Portugal, Inglaterra, Estados Unidos, China e Espanha.

As aludidas jornadas decorrem desde o dia 25 até 28 do mês em curso, no Palácio dos Congressos, em Luanda, sob o lema “Experiência de Angola nos Processos de Reconciliação Nacional, Reconstrução e Reinserção Social”.

A sua realização insere-se nos 20 anos da institucionalização da FESA e do 74º aniversário do seu patrono e instituidor, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos. (Angop)

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