ONU quer discussão franca na Cimeira dos Grandes Lagos em Luanda

Bandeiras dos países dos Grandes Lagos (Foto: Francisco Miúdo)

A Organização das Nações Unidas (ONU) augura que as discussões na Cimeira dos Grandes Lagos, a realizar-se quarta-feira (dia 26) próxima, em Luanda, sejam francas e abordem os reais problemas dos Estados membros da região.

Esse ponto de vista foi manifestado nessa sexta-feira, em Luanda, pelo enviado especial do Secretário-Geral da referida organização para esta região do Continente Africano, Said Djinnit.

“Esperamos que os países membros da CIRGL tenham uma discussão franca sobre os problemas reais desta região, que tem muito potencial para serem grandes referências no mundo e poucos motivos para os problemas que vive actualmente”, declarou.

O diplomata, que falava à Angop, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, logo após a chegada ao país, disse esperar que os mesmos sejam resolvidos o mais depressa possível.

Said Djinnit esclareceu que o evento do dia 26 não é propriamente uma Cimeira de Chefes de Estado e de Governos dos Grandes Lagos, mas sim uma reunião oportuna sobre o acordo quadro da região.

Na ocasião, este embaixador argelino extraordinário e plenipotenciário enalteceu a presidência de Angola na organização, sublinhando ser uma mais-valia, por ter sido muito cooperativa e com resultados positivos, o que constitui para as Nações Unidas um forte motivo e oportunidade para que as partes continuem a trabalhar juntas.

Promovida conjuntamente pela Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), Nações Unidas e União Africana, a Cimeira de Luanda resulta da necessidade de se debater os últimos acontecimentos na RDC, no Burundi, Sudão do Sul e da RCA, que “continuam a preocupar a região e o Continente Africano em geral”.

Por esta razão, prevê-se as presenças do Presidente da Tanzânia, que dirige o processo de negociação no Burundi; do Secretário-Geral da francofonia, que também é um dos participantes do recém-assinado acordo de entendimento na RDC, e do Secretário-geral da CEEAC, que também é parte dos esforços dos acordos de paz na região, entre outros.

A mesma será antecedida de um encontro de peritos de todas essas organizações, no próximo dia 24 de Outubro, além de um outro, na República Democrática do Congo, do órgão de Defesa e Segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Angola cumpre o segundo mandato consecutivo na presidência da CIRGL. (Angop)

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