ONU pede nomeação de novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau

(DANIEL BARRY/EPA)

O Conselho de Segurança das Nações Unidas pede a nomeação de um novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau. José Mário Vaz, atual presidente, foi incumbido de realizar a nomeação rapidamente.

O Conselho de Segurança da ONU pediu, esta quinta-feira, ao presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, que “proceda à nomeação do primeiro-ministro consensual o mais cedo possível”.

O Conselho de Segurança reuniu-se à porta fechada para ouvir o representante especial do secretário-geral e líder do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, Modibo Ibrahim Touré, descrever os mais recentes desenvolvimentos no país.

“Os membros acolheram o acordo e a implementação do plano da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e convida todos os envolvidos a não pouparem esforços para a sua total e atempada implementação”, revelou a organização num comunicado.

Os principais atores da crise política na Guiné-Bissau chegaram a um acordo, a 10 de setembro, com a criação de um novo Governo integrado por todos os representantes guineenses, parte de um plano de seis pontos desenhado pela CEDEAO.

“Os membros expressaram apoio ao consenso alcançado no processo de nomeação de um novo primeiro-ministro e na formação de um Governo inclusivo””, lê-se ainda no comunicado.

O novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau vai ser anunciado na próxima semana pelo Presidente da República, declarou esta quinta-feira o chefe de Estado, José Mário Vaz.

O Conselho de Segurança “lembrou ainda que a implementação do acordo pode restaurar a confiança dos parceiros e permitir à comunidade internacional cumprir as promessas feitas em Bruxelas durante a conferência de parceiros para o desenvolvimento da Guiné-Bissau.”

Segundo o acordo da CEDEAO, uma das tarefas essenciais do novo Governo de unidade nacional será uma revisão da Constituição.

O Executivo ainda tem a cargo outras funções: a reforma da lei eleitoral, da lei-quadro dos partidos políticos e do setor militar. (Observador)

por Lusa

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