Odebrecht: Programa de reassentamento e conclusão da barragem de Laúca

Populares de Laúca discutindo com a Odebrecht a problemática do seu reassentamento. (Foto: D.R.)

A construção da Barragem de Laúca possibilitou a implementação de uma política de integração da população do meio envolvente, constituindo uma experiência, a todos os títulos exemplar.

A construtora Odebrecht Angola, ao executar a obra, que deverá ser entregue em 2017 acautelou o aproveitamento dos recursos naturais locais e humanos, para servir o empreendimento. Enquanto as rochas extraídas do leito do rio são transformadas em cascalho para as obras, areias, etc., as águas de Laúca dão lugar ao desenvolvimento da piscicultura e consumo humano, depois de tratadas localmente. O refeitório do projecto consome peixe extraído dos tanques de piscicultura, em proporções autosuficientes.


REPORTAGEM DA TPA (VIDEO) – CENÁRIOS DA OBRA.

Laúca é um empreendimento que teve início em 2012, com trabalhos de terraplanagem e construção de vias asfaltadas, numa extensão superior a 300 quilómetros, onde circula em regime permanente, toda a logística do projecto, desde o cimento, máquinas, para alimentar um processo de trabalho, envolvendo mais de oito mil trabalhadores.


(VIDEO) VISTA AÉREA DE LAÚCA. IMAGENS SOBRE O RIO KUANZA CAPTADAS COM DRONE (Gentileza Odebrecht Angola)

O projecto já consumiu mais de 4 biliões de dólares, estando neste momento na fase de montagem dos equipamentos, sendo de realçar a primeira turbina, que deverá caracterizar o processo de entrega da barragem às autoridades angolanas. Em termos práticos, só no período 2018 e 2020, deverá estar totalmente concluída, para então servir as necessidades do país.

As linhas de transportação da energia estão entretanto em execução, prevendo-se que em pouco mais de 24 meses se passe para a fase da distribuição e consumo do produto, em várias províncias do país, num complexo plano de transportação, abrangendo o norte, centro e sul do país.

Além da exploração de inertes, do tratamento da água, o projecto Laúca incorporou na sua estratégia de trabalho um programa de reassentamento da população local, para satisfazer necessidades de mão de obra e de produção de hortícolas, resultando daí um modelo que pode a prazo valorizar a região, em vários aspectos.

Poucos são os projectos em Angola com esta visão estratégica.

Mais de 100 famílias que vivem ao redor das obras de construção do Aproveitamento Hidroeléctrico (AH) de Laúca serão reassentadas nos próximos meses. Com previsão para Janeiro de 2017, o processo prevê reassentar 101 famílias de camponeses, 25 de pescadores, três cantineiros e dois fazendeiros.

As vilas de reassentamento deverão albergar escolas, centros de saúde, centros administrativos, campos de cultivo/produção de peixe, mercados, abastecimento de água e energia, entre outros serviços, melhorando as condições de vida da população local.

Segundo Maria Tchikanha, responsável na área social de Laúca, o processo de reassentamento surge devido ao enchimento da albufeira que irá inundar uma área de cerca de 188,10 km2 , onde actualmente encontram-se assentadas a população afectada.

Para que o processo decorra sem sobressalto, o Gabinete de Aproveitamento do Médio Kwanza (GAMEK) e a Odebrecht por meio da área de Responsabilidade Social, auxiliados pelo Instituto para o Desenvolvimento das Organizações (IDO) Brasil, vêm conduzindo um plano de reassentamento e compensação das comunidades, tendo em conta a identificação das comunidades, famílias e bens, bem como empresários que exploram as áreas a serem afectadas (fazendeiros e pescadores).

Está igualmente prevista a criação de um comité para o reassentamento, com a representação de Sobas e mulheres, que se ocuparão da escolha da tipologia das casas, entre outros. “É fundamental que se adopte medidas de compensação e se introduzam melhorias às condições pré- existentes ”, completou Maria Tchikanha. (Portal de Angola/Odebrecht)

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