Nova música de Eduardo Paim lidera Top da RDP

Eduardo Paim (Foto: Rosario dos Santos)

Em vésperas do espectáculo musical em homenagem aos 40 anos de carreira, agendado para o dia 25 de Novembro em Luanda, o músico Eduardo Paim continua a liderar o Top RDP África, pela segunda semana consecutiva, com o tema “Amor é meu”.

“Amor é meu”, que conta com a participação do integrante da banda Kassav, Jean Philipe Martily, é música promocional do próximo trabalho discográfico do artista, com saída prevista para Novembro. No entanto, tendo em conta a aceitação no país e não só, provavelmente resgatará o chamado “Rei da Kizomba” para os grandes palcos.

Com um percurso artístico invejável de 40 anos, Eduardo Paim marca a geração de músicos angolanos que introduz a música electrónica.

“Carnaval”, “Rosa Baila” ou “Do Kayaya” tornaram-se autênticos “hinos” para as gerações das décadas de 1980 e 1990. Ainda no início da década de 1990, Eduardo Paim tornou-se numa das maiores influências da mistura do zouk com o semba, tornando-se num dos criadores do género musical conhecido como kizomba. Em 1990, General Kambuengo chega ao auge no mercado português, com o disco “Luanda, Minha Banda”.

O músico, nascido no Congo Brazaville aos 13 de Abril de 1964, experimentou o mundo cultural aos 11 anos de idade (1976), tocando viola no grupo musical escolar, na província de Cabinda.

Em 1982 fundou o grupo SOS, ao lado de Bruno Castro, Levy, Carlos Teixeira Casse, entre outros.

Antes, o músico foi também influenciado pelo agrupamento Bela Negra (Cabinda), onde recebeu aulas de viola, bem como inspirou-se no grupo Super Coba (Zaire) no estilo da música antilhana.

Discografia

Eduardo Paim é autor dos discos “Luanda, Minha Banda”, 1991, “Novembro” (1991), “Do Kayaya” (1992), “Kambuengo” (1993), “Kanela” (1994), “Ainda a Tempo” (1995), “Mujimbos” (1998) , “Maruvo na Taça” (2006) e “Etu mudietu” (2012). (Angop)

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