Notícia do Club-K encoraja empresário Helder Cruz a concorrer à liderança da Federação Angolana de Basquetebol

Helder Cruz, actual gestor do Pavilhão Multiusos de Luanda. (Foto: D.R.)

Empresário prepara o lançamento de uma Academia de Basquetebol, com o apoio da NBA e também a liga NBA júnior virada para o Desporto Escolar.

Depois de ver publicada uma grosseira notícia que envolve o seu nome, ligado a uma campanha de difamação, urdida por alguém afecto à Federação Angolana de Basquetebol, o empresário angolano Helder Cruz (Maneda) reafirmou ao Portal de Angola querer candidatar-se à liderança do organismo que gere a bola ao cesto no país.
Em entrevista concedida ao nosso órgão, Helder Cruz nega ter qualquer tipo de sociedade com ex-ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, afirmando ter tomado a iniciativa de avançar com a proposta, em obediência a um desejo antigo, já que foi praticante de basquetebol há anos atrás.

Diz o empresário a propósito desta polémica que “as pessoas, procuram sempre lesar aqueles que tentam fazer  obra, realizando algo mais para a sociedade. Temos coisas bem definidas para mostrar às pessoas que,  por alguma manifesta incapacidade ou outros interesses  escondem-se, utilizando este tipo de estratégia”.

O Pavilhão Multiusos de Luanda, em noites de luar... (Foto: D.R.)
O Pavilhão Multiusos de Luanda, em noites de luar…
(Foto: D.R.)

“Nós desde Fevereiro – disse o proprietário da marca Helmarc Arena,  ganhámos o direito de gerir o Pavilhão. Temos feito uma gestão consciente, de realce… E isso é que as pessoas não sabem e deviam saber: não temos nenhuma contrapartida financeira, por parte do Ministério.

(Foto: D.R.)
Placa do incrustada numa das paredes do Pavilhão Multiusos de Luanda. (Foto: D.R.-12-10-2016)

O Ministério não nos paga pela gestão que estamos a fazer, sendo esta nossa responsabilidade, conforme contrato. E para nós é um privilégio podermos fazer a gestão consciente duma infraestrutura – que tenho sempre dito -, os angolanos deviam estar orgulhosos e (nós igualmente), por termos a oportunidade de  fazer coisas com dimensão, em prol da sociedade, porque isso visa a inserção da juventude, na prática do Desporto, livrando-os da vida ociosa.

Sala VIP do Multiusos (Foto D.R.)
Sala VIP do Multiusos, com vista panorâmica do recinto desportivo. (Foto D.R.)

PA – E porque é que devemos estar orgulhosos da obra?

Helder Cruz – Essencialmente porque são obras raras. Aquela obra (o Pavilhão Multiusos) foi recentemente premiada como das melhores obras realizadas a nível do  mundo. As actividades que temos feito a nível do Pavilhão leva-nos a perceber o quanto as pessoas admiram,  percebendo a dimensão do que foi feito. Acho que temos de agarrar nessas questões positivas…

Corredor do pavilhão. (Foto: D.R.)
Corredor do pavilhão. (Foto: D.R.)

“Para lhe dar um exemplo: nós recentemente fizémos o Basquetebol sem Fronteiras, BWB, que é um programa virado para a expansão da marca NBA, num determinado país. Coisa que nunca tinha sido feita. Provavelmente isso poderá causar alguma inquietação nas pessoas. Então como ia dizendo, a delegação americana que aqui esteve ficou estupefacta. De referir, para falar um pouco sobre isso, porque nós aproveitamos porque vamos sempre para aquilo que menos interessa. Não realçamos a dimensão do evento que foi realizado.

Só para referenciar aquilo que foi, realizado: nós tivemos pela primeira vez  um campus,  que albergou 223 pessoas, sendo 87 atletas de 27 nacionalidades do continente africano, na categoria masculino e feminino, com a idade compreendida entre os 16 e 18 anos. A NBA quis vir aqui duma forma firme e clarividente. Por um lado transmitir à nação angolana do Basquetebol  que tem a pretensão de descobrir e perceber o porquê de tanto sucesso”.

No final no evento, a NBA ofereceu duas bolsas de estudo para 2 atletas masculinos angolanos e uma atleta do sexo feminino.

Jardim Multiusos (Foto: D.R.)
Jardim Multiusos
(Foto: D.R.)

(…) “Daí nasceu a perspectiva de criarmos uma Academia, uma Liga NBA júnior, virada para o Basquetebol escolar. Por isso estamos em negociação com escolas públicas, com colégios privados, para podermos então, em breve lançar essa Liga. Portanto, eu acho que essas coisas que são positivas, de se referenciar, as pessoas relegam para terceiro plano. Preocupam-se com inverdades“.

Negando redondamente o teor da notícia, Helder Cruz lamenta o facto de se produzirem informações sem a utilização do contraditório, caindo nas malhas da especulação gratuita, sem estarem preocupados com os danos morais causados às pessoas. “É assim, diz Helder Cruz, que se cria um “sentimento de impunidade”.

O Portal de Angola esteve de surpresa no Pavilhão Multiusos de Luanda e não constatou absolutamente nada que beliscasse a infraestrutura. O emblema Helmarc Arena  colado nos frisos do estádio, funciona, como anúncio publicitário. É absolutamente normal a utilização de uma marca (no caso da empresa que gere o pavilhão), em eventos de natureza desportiva, segundo soubémos de pessoas entendidas.

Por outro lado contactámos igualmente o ministro Gonçalves Muandumba, que lamenta o facto de, mesmo distante do anterior pelouro, ainda haja pessoas preocupadas em denegrir a sua imagem. O ministro referiu que a Helmarc Arena substituiu a Omatapalo, apresentando uma proposta, cujos frutos já se observam, nas acções que têm sido desenvolvidas pela nova gestão, não constituindo verdade a notícia que dá conta da sua ligação à empresa. E como já se comprovou a origem da mesma, o ministro está na disposição de intentar acção judicial contra os mentores de tal acção.

O Pavilhão Multiusos de Luanda encontra-se em pleno estado de conservação, com uma equipa de trabalho, entregue à sua missão, difícil, mantendo de cara limpa, uma infraestrutura desportiva, que é de facto, emblemática, pela sua excepcional qualidade arquitectónica e paisagística, conferindo à área uma inquestionável impressão de modernidade. À noite, o Pavilhão Multiusos empresta ao ambiente circundante, uma verdadeira metamorfose de cores, que a todos agrada.

Para esse efeito fantástico, Helder Cruz diz gastar semanalmente mais de 800 mil Kwanzas em energia eléctrica. O que, francamente, não nos admira, no actual contexto que vivemos. (Portal de Angola)

 

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