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“Não sou contra a substituição de impostos diretos por indiretos”
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“Não sou contra a substituição de impostos diretos por indiretos”

À espera de conhecer em pormenor o próximo Orçamento do Estado, Manuela Ferreira Leite avaliou algumas tendências da política económica do Governo. Fundamental é evitar a “complexidade e opacidade do sistema fiscal”.

Crítica face às anunciadas alterações no Imposto sobre Imóveis (IMI), a antiga ministra das Finanças e comentadora da TVI lembra que o aumento de tributação nalguns casos pode levar ao desinvestimento no imobiliário e consequentemente na economia.

No habitual espaço de comentário na 21ª Hora da TVI24, Ferreira Leite assumiu também estranheza sobre a falada eliminação da sobretaxa de forma faseada, que a própria diz querer esperar para ver.

Não conheço nenhum sistema fiscal em que haja um imposto que vigora por meses”, sublinhou a antiga ministra social-democrata.

Já sobre a tendência do Governo de recortar mais receita com impostos indiretos, Manuela Ferreira Leite aceita-a e defende-a.

Não sou contra a ideia de substituir impostos diretos por indiretos”, sublinhou, considerando uma falácia quem defende o contrário em nome de que os mais pobres são penalizados, por impostos “cegos”.

Mesmo quem não paga IRS, paga impostos por vários bens. Já pagam o pão, o iogurte, o leite”, lembrou Ferreira Leite.

Para a antiga ministra, o aumento do número dos que contribuem para o erário público é sempre positivo, mais ainda quando Portugal vê o turismo a crescer.

Quando eu recebo milhares de turistas é lógico que eles também paguem impostos, porque vêm utilizar os nossos equipamentos”, defendeu Manuela Ferreira Leite.

Pouco convencida mostrou-se Ferreira Leite com a ideia aplaudida por muitos, de que o aumento dos impostos sobre alguns produtos tem a virtude de poder alterar comportamentos. Por exemplo, no previsto reforço da carga fiscal sobre refrigerantes e produtos açucarados, a também designada “fat tax”.

Se eu for com um neto meu e ele quiser uma coca-cola, se tiver três anos, não vai perceber que não lha dou porque agora custa mais 20 cêntimos”, exemplificou. (Tvi24)

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