Namibe: Arrancou campanha de vacinação contra febre-amarela no Tômbwa

Início da campanha de vacinação contra a febre-amarela no Namibe. (Foto: Pedro Moniz Vidal)

A Vice-governadora da província do Namibe, para o sector Politico e Social, Josefa Cangombe, procedeu esta segunda-feira, no município do Tômbwa, província do Namibe, a abertura da campanha de vacinação contra febre-amarela, que prevê vacinar mais de 54 mil pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos.

Na ocasião, a vice-governadora, apelou a população a aderir aos postos de vacinação para que todos sejam vacinados e, assim, evitar-se casos de óbitos por esta doença na província e, em particular, no município.

“Estamos a pedir que toda a população adira aos postos de vacinação, levando também consigo as crianças de casa. Aos técnicos de Saúde, apelo o máximo empenho, cumprindo com o seu papel de salvar vidas humanas”, disse.

Por seu turno, o administrador municipal, João Ernesto dos Santos, agradeceu o Executivo e o Governo da Província do Namibe, por ter escolhido o município do Tômbwa, para a realização de mais uma campanha de vacinação contra esta doença, que desde o princípio do ano, fez algumas vítimas, sobretudo, na capital do pais, Luanda.

“ Queremos reafirmar que todas as condições estão criadas para o êxito da campanha na periferia e na comuna do Yona, acrescentou.

Em declarações à Angop, à margem da cerimónia, o director provincial da Saúde, Franco Mufinda, elucidou que a febre-amarela é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus transmitido por um vetor, que é o mosquito do tipo AIDS EGYPT.

“Em Angola, ano antes do seu controle por alguns fatores foram notificados os casos no dia 5 de dezembro de 2015, de lá para cá cerca de 12 províncias estão atingidas pela doença. Até a data, quatro mil 143 casos suspeitos foram reportados a nível nacional, sendo que 884 confirmados laboratorialmente com um acumulativo de 373 óbitos”, realçou.

Na província do Namibe, segundo o diretor os números apontam para um óbito, 14 casos suspeitos, dois dos quais confirmados pelo laboratório, importados nas províncias de Benguela e Huíla.

Na semana de 16 a 22 de Setembro deste ano, o país registou 23 casos suspeitos sem nenhum confirmado laboratorialmente. Para dar respostas à epidemia, o Ministério da Saúde e parceiros, estruturaram cinco eixos principais que são a vigilância epidemiológica e laboratorial, a vacinação massiva, o controlo integrado de vetor AIDS EGYPT, a gestão e mobilização social, sublinhou Franco Mufinda.

Na parte sul de Angola, o Namibe é a única província a não apresentar os casos de transmissão local da doença, atendendo neste momento que ela se encontra cercada por províncias com transmissão local.

“Ela foi selecionada como prioritária. Inicia-se hoje a campanha de vacinação massiva para poder imunizar mais de 54 mil cidadãos no período de 12 dias em 12 postos fixos de vacinação, que contara com o envolvimento de 48 profissionais de saúde “, acrescentou o responsável. (Angop)

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