MPLA quer quadros mais capazes para desenvolver o país

João Lourenço - Vice-Presidente do MPLA (Foto: Lino Guimaraes)

O vice-presidente do MPLA, João Lourenço, disse neste sábado, em Luanda, que a reconstrução nacional em curso necessita, não só de recursos financeiros e de investimentos públicos, mas também de quadros qualificados para o fazer.

O dirigente partidário fez este pronunciamento na abertura de um encontro alargado com militantes do partido das instituições de ensino superior e de investigação científica da Região Académica I, composta pelas províncias de Luanda e do Bengo.

Com efeito, notou que a debilidade do ensino de base tem tido reflexos na qualidade de aprendizagem ao nível superior, dai a urgência de se encontrar o ponto de equilíbrio entre a necessidade da formação massiva de quadros de que o país precisa, com o rigor na qualificação dos mesmos

“Neste mundo globalizado em que vivemos, o espírito de competição deve estar sempre presente e ser estimulado pelas instituições de ensino superior. Devemos encorajar e promover a cultura do mérito no ensino, no trabalho e em tudo o que fazemos”, defendeu.

Neste sentido, enalteceu a iniciativa da JMPLA de organizar o programa “Sucesso escolar e mérito estudantil – sábados académicos”, que consiste na promoção da concorrência entre estudantes e a premiação, anualmente, dos cinco competidores mais destacados em cada província do país.

Segundo o responsável, a iniciativa, que já vai na sua 8ª edição, não é um campeonato desportivo, mas de uma competição do saber que deve ser louvada, e encorajada a que outras organizações sigam o mesmo exemplo.

Observou que o país é rico em recursos naturais, mas apesar da grande atenção que o governo foi prestando ao longo dos anos, em termos de formação de quadros, os angolanos ainda não são capazes de transformá-los em produto acabado, pronto para o consumo.

Acentuou que Angola continua a exportar os seus produtos em estado bruto para a América, Europa e o resto do mundo, para depois adquiri-los já transformados e com valor acrescentado, mas a preços exorbitantes, para além de proporcionar emprego a operários de outros países em detrimento dos seus.

Segundo João Lourenço, a inversão da actual situação passa pela industrialização do país, mas para tal é preciso contar com quadros altamente qualificados em todas as áreas do saber, em particular das engenharias.

“Sabemos que isso é um processo que leva anos, mas temos de ter essa ambição, estabelecer metas e ajustar com o andar do tempo”, asseverou o vice-presidente do partido governante em Angola.

Referiu ser pretensão de todos ver à frente dos grandes projectos nacionais de construção de edifícios, estradas, barragens, caminhos-de-ferro, extracção e transformação mineira, e fábricas, cidadãos angolanos formados nas universidades do país.

Para o efeito, disse contar com os docentes universitário e investigadores, o que é possível de ser vencido a médio e longo prazo se houver empenho de todos, investimento e ambição de alcançar os objectivos traçados.

João Lourenço lembrou que o VII Congresso Ordinário do MPLA realizado em Agosto último, reiterou a importância da formação superior e da investigação científica como alavanca importante da economia do país.

Promovido pelo Bureau Político do MPLA, o encontro visou a divulgação da Moção de Estratégia do líder, aprovada pelo Congresso, no que diz respeito à área de Educação e Ensino, bem como contribuir para o reforço da inserção do partido junto da comunidade académica. (Angop)

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