MPLA aberto à promoção da mulher nos cargos de chefia – João Lourenço

João Lourenço - Vice-Presidente do MPLA (Foto: Lino Guimaraes)

O vice-presidente do MPLA, João Gonçalves Lourenço, afirmou nesta quinta-feira, em Luanda, que o seu partido é sensível e aberto à necessidade da promoção da mulher em cargos de chefia e maior participação nos órgãos de decisão política.

Ao discursar na sessão de abertura da 2ª Reunião Ordinária do Comité Nacional da OMA, o político disse ser de interesse de todos que a mulher seja uma força de trabalho activa e participativa em todos os processos de transformação política, social, científica e económica que se operem no país.

Como consequência da sua luta, aferiu, a mulher angolana ganhou, por mérito próprio, o seu espaço na sociedade e tem garantida a igualdade de direitos consagrados na Constituição, o acesso à educação, ao emprego, ao desempenho de importantes funções nas instituições do poder e outros de relevância importância na sociedade.

Segundo João Lourenço, as mulheres angolanas hoje se destacam nas áreas do saber, na gestão de importantes empresas públicas e privadas e constituem já uma maioria do universo de estudantes de praticamente todos os estabelecimentos de ensino superior.

Realçou que a mulher angolana destaca-se também no desporto de competição tendo conquistado ao longo de anos sucessivos o título de campeãs africanas em modalidades como andebol e o basquetebol.

“A mulher angolana é por excelência lutadora e por isso mesmo vencedora, conquistando palmo a palmo o espaço que por direito lhe é reservado”, expressou.

Em termos de participação do género feminino nos principais órgãos de decisão política do país, nomeadamente no Executivo e no Parlamento, o dirigente disse que o quadro não está mal, no âmbito dos padrões africanos e da região da SADC.

No entanto, reconhece haver mais degraus a subir na escala do poder político.

A propósito, disse ser um processo que não se alcança apenas pelas quotas definidas pelas organizações regionais, continentais e internacionais como a SADC, União Africana e Nações Unidas. “Resulta sobretudo da vontade política dos poderes nacionais e da própria capacidade de a sociedade formar, educar e preparar líderes femininas”.

Declarou, por outro lado, que a direcção do partido tem apreciado o papel da Organização da Mulher Angolana (OMA) como pioneira destacada na luta contra o analfabetismo e contra a violência doméstica não apenas contra o género mas contra as crianças.

“Contamos com a OMA na luta que a sociedade angolana trava contra o tráfico e consumo de droga que destrói a nossa juventude, contamos convosco na luta contra os crimes violentos sobretudo contra a mulher e que a todos envergonha”, exprimiu.

No seu discurso, o vice-presidente do MPLA repudiou também a mutilação genital feminina, uma prática que começa a ser introduzida nos últimos tempos no país.

“À luz da nossa cultura, das nossas tradições, esta prática constitui crime contra a pessoa humana, contra a mulher pelas profundas marcas físicas e psicológicas que deixa para sempre e, como tal, deve merecer o nosso repúdio e ser enérgica e exemplarmente condenada”, vincou.

A Reunião do Comité Nacional da organização feminina do MPLA, que decorre no Centro de Conferências de Belas vai, entre outros, aprovar o plano de actividades fundamentais da OMA para o próximo ano. (Angop)

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