Ministro do Ambiente: taxistas não deram “contributo útil” para regular Uber

(Miguel Baltazar)

Ao Diário de Notícias, João Matos Fernandes considerou que o anterior Governo “empurrou o problema com a barriga” na hora de regular as plataformas de mobilidade. Aos taxistas recusa um contingente de carros na Uber e Cabify.

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, admitiu que os taxistas portugueses não deram um “contributo útil” para a regulação das plataformas de mobilidade Uber e Cabify.

“Os pareceres deles foram a dizer não, portanto, não deram um contributo útil”, considerou numa entrevista ao Diário de Notícias esta quinta-feira, 20 de Outubro.

A maior contestação do sector do táxi – a imposição de um limite de carros a operar para as plataformas – é uma questão rejeitada pelo Governo. “Não vai haver contingentação”, garantiu o ministro.

João Matos Fernandes criticou ainda a acção do antigo Governo em relação a este dossiê, considerando que o que este fez foi “empurrar o problema com a barriga”.

“Houve bom senso, por parte das associações dos senhores taxistas, em não persistir num protesto que era ilegal”, reconheceu perante o bloqueio da Rotunda do Relógio, em Lisboa.

Ao Diário de Notícias, o ministro do Ambiente comentou ainda algumas medidas do Orçamento na sua pasta, considerando-o “bom”. Entre elas, a “taxa bala” que prevê o pagamento de dois cêntimos por cada munição.

“Aquilo que nós queremos, sabendo que, por ano, se dispersam na natureza 150 a 200 toneladas de chumbo através da caça, sabendo que há já alternativas de cartuxo de aço, de facto cobrar uma taxa, não para prejudicar a caça mas para que também a caça deixe de utilizar chumbo”, argumentou. (Negocios)

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