Medidas repõem poder de compra

(Foto: Contreiras Pipa)

A redução da inflação mensal em níveis de 2,14 por cento até finais do mês de Setembro deste ano permitiram que os salários dos agregados familiares pudessem adquirir mais bens e serviços.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam que a taxa de inflação mensal que, em Julho, estava em cerca de 4,0 por cento, baixou em Agosto para cerca de 3,0 e em Setembro para 2,14 por cento.

Deste modo, verificou-se uma baixa dos preços de bens de consumo no mercado e um apreciável aumento do poder de compra dos salários.

A meta é conseguir uma taxa de inflação mensal de 1,0 por cento ou menos. A título de referência e de acordo com dados do Banco Nacional de Angola (BNA), no mês de Agosto, a taxa de inflação mensal, medida pelo índice de preços no consumidor da província de Luanda, publicada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), foi de 3,30 por cento, contra 4,04 do mês anterior.

Contudo, atendendo que a taxa de inflação mensal em Agosto de 2016 situou-se num patamar ainda elevado quando comparado com a taxa do período homólogo de 2015, a inflação dos últimos doze meses situou-se em 38,18 por cento. As classes “alimentação e bebidas não alcoólicas”, “bens e serviços diversos” e “saúde” foram as que mais variaram e contribuíram para a inflação registada no período em referência;

Dentre as demais províncias, o objecto de recolha oficial do nível geral de preços, por parte do Instituto Nacional de Estatística, a Lunda Norte foi a província que registou a taxa de inflação mensal mais alta, 4,67 por cento e a província do Cunene a taxa mais baixa, 2,96.

O BNA acrescenta, por outro lado, que no mesmo período, a luibor overnight passou de 13,92 por cento ao ano para 13,93, e nas maturidades de 3 e 12 meses as taxas situaram-se em 16,28 e 17,87, respectivamente; De acordo com dados preliminares, no mês de Agosto de 2016, o crédito à economia aumentou 0,58 por cento.

Por outro lado, o crédito bruto ao Governo Central (titulado e não titulado) cresceu 0,61, enquanto os depósitos do Governo no sistema bancário contraíram em 5,90.

A base monetária restrita em moeda nacional expandiu em 1,91 por cento. Porém, os meios de pagamento representados pelo agregado M2 diminuíram 1,00 em Agosto de 2016.

Nos últimos 12 meses, os meios de pagamento expandiram 22,17 por cento, reflectindo uma contracção em termos reais. No mês de Agosto, os bancos comerciais adquiriram divisas no valor de 1.515,00 milhões de dólares no mercado cambial, dos quais 1.320,00 milhões ao BNA e o remanescente aos seus clientes, o que comparativamente ao mês anterior, representou um crescimento de 39,19.

No mercado cambial primário, a taxa de câmbio média do kwanza face ao dólar situou-se em 165,888 kwanzas, mantendo uma certa estabilidade. OGE supera metas A economia angolana cresceu a uma taxa média anual considerável até 2014.

Em 2015, essa evolução foi fortemente limitada pela queda brusca do preço do petróleo no mercado internacional, que em 2016 se situou abaixo dos 30 dólares por barril e provocou uma significativa redução das receitas fiscais do Estado.

Foi esta evolução do preço do petróleo que nos levou a rever o OGE 2016, que assumiu, para o corrente ano, um preço médio de 40 dólares por barril. Por sua vez, a queda das receitas fiscais provocou, em 2015, a contracção da procura agregada da economia e, por via sistémica, a consequente queda dos níveis de actividade da economia não petrolífera.

“Estamos habituados a lutar contra as adversidades e a ultrapassar obstáculos. Temos de continuar a confiar nas nossas forças e a trabalhar juntos para vencer a crise económica e financeira, a curto prazo.

Medidas concretas para o efeito estarão contidas no Orçamento Geral do Estado para o ano de 2017, já em preparação”, disse José Eduardo dos Santos.

O Chefe de Estado assegurou que se vai, igualmente, dar passos mais efectivos no sentido de aprofundar e consolidar o desempenho da Unidade de Informação Financeira, concedendo-lhe maior autonomia com vista à efectiva implementação das medidas de natureza preventiva e repressiva de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo. (jornaldeeconomia)

Por: ISAQUE LOURENÇO

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