Le Monde diz que João Doria, “o Bloomberg brasileiro”, marcou história

Prefeito eleito da capital paulista, João Doria, um dia após a eleição. (Rovena Rosa / Agência Brasil)

A revista semanal do jornal Le Monde, M, traz um curto perfil do novo prefeito de São Paulo, João Doria, do PSDB, descrito como “o Bloomberg brasileiro”, em referência ao ex-prefeito de Nova York, o rico empresário Michael Bloomberg. O texto afirma que, ao ser eleito no primeiro turno na maior cidade do país, o tucano “marcou história”: desde o fim da ditadura no Brasil, jamais um candidato havia conseguido se eleger em São Paulo sem passar pelo segundo turno.

O perfil é publicado na seção “Qui est vraiment?” (“quem é de verdade?”), que descreve uma personalidade em poucos tópicos. Os escolhidos para Doria são “o derrubador do PT”,“um autêntico falso político” e “um empresário milionário”, além da referência ao ex-prefeito americano.

M diz que o tucano, “um ex-empresário que se converteu à política”, foi eleito graças a uma poderosa campanha de marketing, aliada ao “naufrágio” do PT. O texto nota que o futuro prefeito se esforçou para não ser associado ao desgastado mundo da política, e sim ser conhecido como gestor.

Programa ultraliberal

A revista destaca que, uma vez no poder, Doria planeja administrar a cidade como se fosse uma grande empresa – e pretende privatizar até os cemitérios paulistanos. A análise frisa que o programa do futuro prefeito é “ultraliberal”.

A aparência física “arrumada” do vencedor também merece destaque. M sublinha que João Doria “encarna como ninguém a burguesia empresarial paulista”, um visual que é reforçado pelo passado do candidato na televisão, onde desenvolveu o talento de comunicador. Mas o texto observa que, apesar de ter apresentado dois programas de reality show, ele não era muito conhecido do grande público até se lançar na política. (Rfi)

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