Juiz impediu jornalistas de acompanhar Dilma a votar. E houve confusão

A ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff (FERNANDO BIZERRA JR/EPA)

Juiz considerou que a ex-presidente é agora uma cidadã comum e que o seu voto não tinha que ser acompanhado nem por jornalistas nem por candidatos. E as reações não foram pacíficas.

O voto da ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, em Porto Alegre, foi marcado por tumultos esta tarde de domingo. Os jornalistas foram impedido de acompanhar o ato eleitoral da antiga chefe de estado. Argumento do juiz eleitoral: ela agora é uma “cidadã comum”.

A entrada na escola pelos jornalistas que queriam acompanhar a ex-presidente foi mesmo barrada pela polícia local. A ordem, segundo o jornal Folha de São Paulo, partiu do próprio juiz eleitoral Niwton Carpes da Silva. No local houve quem se revoltasse e até uma porta foi partida. A polícia também tentou impedir que o ex-ministro Miguel Rossetto (também do Partido Trabalhista) e o candidato à prefeitura de Porto Alegre, Raul Pont, acompanhasse Dilma. Raul Pont acabou por sofrer ferimentos ligeiros durante o tumulto.

Sempre votei aqui. Nunca houve isso. Nunca a Brigada foi chamada, nunca fecharam as portas”, disse Dilma à imprensa. “É lamentável”, disse.

O escrivão Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Braga, alegou que, por ser ex-presidente, Dilma não tem direito a nenhum esquema especial. “É uma cidadã comum”, afirmou Braga.

Que eu sou uma cidadã comum, eu sou com muito orgulho. Há que ter orgulho de ser cidadã ou cidadão nesse país”, disse Dilma. (Observador)

por Sónia Simões

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