Internautas pedem punições a peões indisciplinados

Pedestres abdicam das pedonais para atravessarem estradas em locais inapropriados (Foto: Pedro Parente)

Internautas no portal da Agência Angola Press (Angop) sugerem a adopção, pelas autoridades, de acções coercivas para que os transeuntes utilizem as pontes pedonais em Luanda – soube-se hoje.

Com base em um inquérito disponível no portal da Angop entre os dias 08 de Setembro e 03 de Outubro deste ano, 67 porcento dos inquiridos indicaram a coerção, enquanto 33 porcento apontaram medidas educativas para que os peões passem a circular pelas passagens superiores.

Nos últimos dez anos, as principais avenidas de Luanda beneficiaram de pontes pedonais, a maioria das quais, porém, pouco utilizada pelos peões que preferem atravessar as estradas em locais inapropriados, pondo em risco a sua vida e a de terceiros e originando engarrafamentos e outros constrangimentos.

Este ano, foi anunciado que até 2017 a Direcção Nacional de Infra-estruturas Públicas iria construir 104 pedonais nas avenidas de Luanda, com destaque para a Via Expresso, Estrada Nacional 230, 21 de Janeiro, estrada principal de Cacuaco e Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy.

Há dias, foram construidas mais de oito pontes na via expressa Benfica-Cacuaco, tal como uma entre o Golf II e Benfica.

No balanço de 30 de Agosto último, o porta-voz da Brigada Especial de Trânsito (BET), sub-inspector João Pereira, dissera à Angop que os atropelamentos na via Expressa, entre os municípios do Cacuaco/Viana/Belas, diminuíram nos últimos dois meses, depois da montagem das pontes pedonais em alguns pontos considerados “negros” pela Polícia Nacional.

Segundo o sub-inspector João Pereira, os acidentes rodoviários na via expressa, principalmente os de atropelamento, provocavam em média cinco mortes por semana, baixando agora para duas ou mesmo nenhuma morte em algumas semanas.

Recordara que a colocação de pontes enquadrava-se num conjunto de acções que visavam não só a melhoria da circulação do tráfego, mas criar outras facilidades às populações das áreas abrangidas.

Em sua opinião, a prevenção rodoviária não é um trabalho apenas da Polícia Nacional, mas de consciência e de toda a população, principalmente no cumprimento rigoroso das regras de trânsito e normas de travessia da estrada para reduzir o índice de mortalidade no país.

“A circulação dentro dos grandes centros urbanos exige uma convivência pacífica e harmoniosa entre condutores (veículos) e peões” – sublinhara, na altura. (Angop)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA