Identificada em Miami nova área afectada por zika

(Afp)

Autoridades da Florida identificaram nesta quinta-feira uma nova área em Miami, onde o vírus da zika é transmitido localmente, além do local anteriormente detectado em Miami Beach.

A nova área se espalha por 2,6 quilómetros quadrados, no sector noroeste da cidade, informou o governador Rick Scott em um comunicado.

O Departamento de Saúde “identificou cinco pessoas, duas mulheres e três homens, na nova área”, disse Scott.

“Os três vivem nesta área de 2,6 km². Os outros dois ou trabalham ou visitaram esta área”, acrescentou.

Ele afirmou que a confirmação do quinto caso ocorreu nesta quinta-feira, o que significa que o local atingiu o “critério de uma nova zona” dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças americano.

As cinco pessoas infectadas são classificadas como tendo “casos não relacionados a viagens”, o que poderia significar que foram picadas por mosquitos infectados pelo zika vírus ou contaminadas por contato sexual.

“Aconselhamos as mulheres grávidas a evitarem viagens não essenciais às áreas afectadas no condado de Miami-Dade”, informou o Departamento de Saúde.

A Florida reportou 1.021 casos de zika, incluindo 155 infecções não relacionadas a viagens e 106 infecções em grávidas este ano.

Neste verão, a Florida se tornou o primeiro estado no continente dos EUA a reportar a disseminação local de zika, quando um foco de casos foi descoberto no distrito artístico de Wynwood, ao norte do centro.

Desde então, a área foi declarada livre de mosquitos que pudessem disseminar o zika, e as autoridades sanitárias usaram sprays com insecticidas para eliminar os mosquitos infectados.

O zika vírus é particularmente perigoso para as grávidas porque pode provocar más-formações, como a microcefalia, que leva bebés a nascerem com cabeças anormalmente pequenas e cérebros deformados.

A infecção por zika também foi relacionada com um distúrbio neurológico denominado síndrome de Guillain-Barre.

Em quatro de cinco casos, o zika não provoca qualquer sintoma.

Aqueles que apresentam sintomas costumam ter erupções e dores no corpo. (Afp)

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