Huambo: Plano de Emergência terá solução estrutural

Ministro do Planeamento, Job Graça (Foto: Edilson Domingos)

O ministro do Planeamento e do Desenvolvimento Territorial, Job Graça, afirmou na segunda-feira, no Huambo, que o Plano Operativo de Emergência, traçado pelo Governo da província, terá solução estrutural, tendo em conta a melhoria da qualidade de vida da população.

O governante fez declarações à imprensa no final de um encontro entre os membros do Governo local e os ministros da Construção, Fortunato da Silva, da Saúde, Luís Gomes Sambo, do Comércio, Fiel Constantino, da Educação, Pinda Simão, da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Marcos Alexandre Nhunga.

O encontro contou igualmente com a presença dos secretários de Estado do Orçamento, Aia-Eza da Silva, da Administração do Território para os Assuntos Institucionais, Adão de Almeida, do Ambiente, Paula Francisco Coelho, e da Energia, Joaquim Ventura.

Adiantou que o plano do Governo do Huambo servirá de objecto de trabalho para que a qualidade de vida da população seja, cada vez mais, melhorada.

Job Graça disse que as principais questões têm a ver com a rede de distribuição de água potável, os arruamentos da cidade, estradas e energia eléctrica, que após a identificação serão atacadas de forma criteriosamente.

Neste contexto, assegurou que o Governo vai proceder uma análise rigorosa e comparada das várias questões apresentadas pelas autoridades da província do Huambo, com base no Orçamento Geral do Estado.

Essa comparação, prosseguiu, vai permitir a determinação de acções que, por uma razão, não estejam contempladas nas suas prioridades, estabelecendo, assim um espaço fiscal adicional, capaz de satisfazer as necessidades da população.

Entretanto, “viemos ao Huambo numa delegação interministerial para cumprir uma orientação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, para constatarmos in-loco os problemas identificados pelo governador da província”, afirmou.

Neste sentido, o governante prometeu intervenção imediata para estancar a ravina junto ao rio Culimahãla, que dividiu os bairros Sassonde I e II, ao passo que a outra, na zona da Canata, nas proximidades da conduta de água potável para à cidade do Huambo, carecerá de uma solução estruturada.

“É importante esclarecer que no conjunto de situações a abordar existem restrições orçamentais, que, por sua vez, exige a definição de prioridades”, disse o ministro.

No caso particular do sector da Saúde, Job Graça reconheceu existir na província uma importante rede sanitária que apenas precisa de aumentar a oferta de serviços, através da provisão de medicamentos e material gastável.

O apetrechamento de novas unidades sanitárias e o aumento de quadros, para melhorar o atendimento médico e medicamentoso são outras tarefas a realizar.

O Plano Operativo de Emergência da província do Huambo contempla projectos estruturais nas áreas da “agricultura, pecuária e desenvolvimento rural”, “reforço dos sistemas de abastecimento de água potável e energia eléctrica”, “comunicação, urbanismo, ordenamento do território e ambiente”, “educação e saúde”, entre outros. (Angop)

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