Huambo: Governador exige mais transparência dos gestores públicos

Huambo: Governador, João Baptista Kussumua (Foto: Edilson Domingos

O governador da província do Huambo, João Baptista Kussumua, exigiu hoje, quinta-feira, na vila municipal do Longonjo, mais transparência e responsabilidade dos gestores público nas acções tendentes a melhoria do bem-estar da população.

“Não posso ser distraído por ninguém, quer sejam administradores municipais, quer sejam directores provinciais e outros, com coisas que não estejam ligadas ao bem-estar da população, sobretudo, quanto à questão da energia eléctrica, da água potável, da educação, da saúde e da agricultura”, afirmou o governador.

João Baptista Kussumua teceu estas considerações durante um encontro, que serviu para apresentar-se à população do município do Longonjo, 66 quilómetros da cidade do Huambo, onde ressaltou a integração dos membros da sociedade civil na governação como factor essencial para o crescimento e desenvolvimento sustentável da província e do país em geral.

Adiantou ser necessário que os gestores públicos sejam mais rigorosos para que os recursos disponíveis possam chegar a todos os cidadãos, visto que é necessário fazer entender que “todos aqueles que não trabalham com honestidade e transparência, mas que tenham jurado à bandeira fazer bem as tarefas pelas quais foram nomeados, não contaremos mais com eles”.

“Brevemente chegam da vizinha província de Benguela 188 toneladas de adubo, visando o aumento da produção agrícola, que, por sua vez, devem ser bem controladas por todos, visto que não é bom que alguns fiquem com as coisas, enquanto outros sofrem”, realçou.

O desenvolvimento da província e do país em geral, prosseguiu, precisam de pessoas saudáveis, por isso, fundamental que os enfermeiros e médicos sejam mais humanos para tratar os doentes, para que os poucos medicamentos que estão nos hospitais possam servir a todos os cidadãos e não usar o bem comum em benefício individual.

Neste contexto, prometeu trabalhar com todas as forças vivas da sociedade, com realce para as igrejas, autoridades tradicionais, jovens, instituições de ensino e os partidos políticos, para, de forma conjunta, aplicar-se toda inteligência, sabedoria e o conhecimento capaz de transformar à província do Huambo na segunda mais importante de Angola, depois de Luanda, capital do país, tal como no tempo colonial.

“Quem trabalha não precisa tirar o que é do outro, não tem inveja e respeita a vida do próximo”, enfatizou o governador, apelando, para o efeito, administração municipal a ceder parcelas de terrenos aos jovens para a produção agrícola e auto-construção dirigida.

Na mesma sessão, o governante prometeu a entrega de três mil chapas de zinco para a cobertura de 37 escolas comunitárias, erguidas pela administração municipal do Longonjo, em parceira com à população.

Por outro lado, o governador pediu o contributo das autoridades tradicionais, dos partidos políticos, das igrejas e da sociedade civil, na mobilizar dos cidadãos a fim de afluírem aos postos de actualização do registo eleitoral, como uma tarefa importante para que as eleições de 2017 sejam exemplares, neutralizando e evitando, deste modo, todas as dúvidas e preocupações.

Afirmou que o país precisa de tranquilidade, de inteligência, de capacidade e de tempo para se desenvolver, sendo, por isso, necessário que cada um faça a sua prova de vida para o alcance desse pressuposto e preservação da paz. (Angop)

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