Guterres confirmado por unanimidade e aclamação à frente da ONU

(Foto: EPA/SALVATORE DI NOLFI)

António Guterres foi aclamado, esta quinta-feira, como secretário-geral das Nações Unidas. O antigo primeiro-ministro foi aplaudido ao entra na sala da ONU, em Nova Iorque.

Assembleia-geral das Nações Unidas, reunida em plenário para votar e, cumprindo todas as expectativas, confirmou por aclamação o ex-primeiro-ministro português António Guterres como novo secretário-geral da organização internacional.

“Pela primeira vez na história desta organização, o secretário-geral é eleito por unanimidade e aclamação”, disse o presidente da mesa da Assembleia Geral da ONU, Peter Thomson, durante a sessão que ratificou a escolha feita pelo Conselho de Segurança em 5 de outubro.

O presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, destacou, por seu lado, a “evolução” no processo de eleição”, que ficou mais “transparente”.

À chegada ao plenário das Nações Unidas, António Guterres foi aplaudido e abraçou o ainda secretário-geral, Ban ki Moon, que cessa funções no fim do ano, mas que faz, esta quinta-feira o discurso de despedia.

A sessão começou com um minuto de silêncio em memória do rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, de 88 anos, que morreu esta quinta-feira, depois de uma longa doença, pondo fim a um reinado de sete décadas em que personificou a unidade do país.

Seguiu-se uma declaração do presidente em exercício do Conselho de Segurança, o embaixador russo Vitaly Churkin, que elogiou todos os candidatos ao cargo e reiterou o “apoio incondicional” a Guterres.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas recomendou formalmente o ex-governante português após seis votações.

Ao longo dos últimos dias foram conhecidos alguns pormenores dos bastidores das votações informais no Conselho de Segurança da ONU, nomeadamente as posições de alguns dos cinco membros permanentes do organismo (com poder de veto), fundamentais para viabilizar o nome do sucessor do sul-coreano Ban Ki-moon.

Foi o caso dos Estados Unidos que apoiaram “desde o início” a candidatura de Guterres, como indicou esta semana o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e da China, cujo primeiro-ministro, Li Keqiang, referiu que Pequim “facilitou” a nomeação do português. (JN)

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