Governo angolano condena actos de violência na RDC

Ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti (Foto: Francisco Miudo)

O governo da República de Angola condena os actos de violência que ocorreram nos dias 19 e 20 de Setembro na República Democrática do Congo (RDC).

A manifestação do repúdio foi expressa hoje, segunda-feira, pelo ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, quando discursava na abertura da sessão dos chefes das diplomacias dos estados da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL), a decorrer em Luanda.

Este encontro ministerial é preparatório da 7ª Reunião de Alto Nível do Mecanismo Regional de Supervisão do Acordo-Quadro para a paz, segurança e cooperação na República Democrática do Congo e na região, a nível de Chefes de Estado e de Governo da CIRGL.

Perante o quadro de violência registado na RDC, Georges Chikoti, em nome do governo angolano, apelou a todos os actores políticos e da sociedade civil a preservar os ganhos significativos alcançados até aqui, e procurar consolidar a vontade nacional de encontrar soluções pacíficas, políticas e negociadas da crise, nos termos da Constituição deste país e da resolução 2277 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Relativamente à situação política e de segurança no Burundi, o titular da diplomacia angolana considerou que o diálogo inclusivo para a paz continua a ser indispensável para se ultrapassar a crise pós-eleitoral.

Neste sentido, encorajou o governo do Burundi e todos os outros actores políticos nacionais a tudo fazerem para a conclusão positiva do processo de diálogo em prol da paz e da reconciliação, tendo reafirmado o apoio de Angola, da mediação da Comunidade da Africa do Leste levada a cabo pelo antigo presidente da Tanzânia, Benjamim Mkapa.

No concernente à República Centro-Africana, Georges Chikoti considerou que a actual situação permanece frágil. Apesar da mesma (situação) saudou os esforços do governo da RCA para promover o diálogo e a reconciliação, com vista lançar o programa nacional de desarmamento, desmobilização, reintegração e repatriamento para consolidar a autoridade do Estado em todo país.

Na mesma senda, desta feita no quadro da situação política no Sudão do Sul, o governante angolano disse que a mesma continua a preocupar a região e a comunidade internacional.

“Consideramos que o fim imediato das hostilidades e o respeito pelos compromissos assumidos no acordo sobre a resolução do conflito neste país (Sudão dos Sul) é a melhor via para garantir a paz e a estabilidade neste território”, defendeu Chikoti.

Esta ministerial tem como objectivo preparar o encontro de chefes de Estado e de Governo da CIRGL, marcada para quarta-feira. Angola acolhe pela primeira vez este encontro na qualidade de signatário do acordo-quadro de paz, segurança e cooperação na RDC, rubricado desde 24 de Fevereiro de 2013.

Enquanto mecanismo mais adequado para a solução pacífica dos conflitos, este Acordo-Quadro visa abordar as causas profundas dos conflitos no Leste da RDC e enuncia uma série de compromissos para este país, os países da região e da comunidade internacional.

A CIRGL é constituída por Angola, Burundi, Zâmbia, República Democrática do Congo (RDC), República Centro Africana (RCA), República do Congo, Quénia, Uganda, Rwanda, Sudão do Sul, Sudão e Tanzânia. (Angop)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA