Estudantes e movimentos juvenis contra limite de gastos do Governo brasileiro

(AP)

Temem que haja redução de investimentos na saúde e educação.

Estudantes e movimentos juvenis brasileiros continuam a protestar contra a proposta de limite de gastos do Governo brasileiro.

Na segunda-feira, 17, voltaram a sair às ruas de algumas capitais como São Paulo e Belo Horizonte a pedir a renúncia do Presidente Michel Temer.

A medida, aprovada na primeira volta na Câmara de Deputados, impõe um congelamento de gastos do Governo federal por 20 anos.

Os manifestantes entendem que a proposta reduz os gastos com saúde e educação, como a explica a universitária Marcela Soares.

“A PEC 241 assim como outras medidas colocadas por esse Governo ilegítimo do Temer como a Medida Provisória 746, que trata da reforma do ensino médio, colocam um projecto para a educação que sucateia tudo que foi construído nos últimos anos. O mínimo que conseguimos de uma popularização maior das universidades, um acesso maior do povo nas salas de aula, todas essas medidas retiram esses direitos”, disse Soares.

A aposentada Edwirges Lempe também chama a atenção para as possíveis mudanças na saúde pública. Ela trata um cancro de mama pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e teme não conseguir terminar o tratamento com as mudanças propostas pelo Governo.

“Sou usuária do SUS, tive cancro de mama e tenho ainda mais dois anos de tratamento. Uso esse sistema público de saúde, é um direito legal e corro o risco de não ver esse tratamento chegar até o fim porque eles querem acabar com o SUS, com a farmácia popular e com os exames. Eu sinto os efeitos dessa medida onde faço o tratamento pela quantidade de gente que eles têm que atender. Os hospitais públicos no interior já estão fechando, alguns remédios estão faltando e algumas cirurgias não estão sendo marcadas porque eles estão cortando os recursos. A situação é muito grave, a população não tomou consciência do risco que estamos todos correndo”, concluiu Lempe.

Novos protestos contra o Governo Michel Temer estão marcados para a próxima segunda-feira, 23.

O Presidente tem dito que o limite dos gastos do Governo não implica a redução de investimentos em educação e saúde. (Voa)

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