Escócia aberta a negociar estreitamento de laços comerciais com Europa

(Getty Images)

A ministra principal da Escócia, Nicola Sturgeon, disse estar “aberta a negociar” com a União Europeia e a definir estratégias para estreitar os laços comerciais com o resto do continente, perante a perspetiva do Brexit.

Sturgeon falava no encerramento do congresso anual do Partido Nacionalista Escocês (SNP), no sábado, em Glasgow, e anunciou a criação de uma representação comercial escocesa em Berlim, na Alemanha, assim como a contratação de novos funcionários, com o objetivo de impulsionar as exportações para o continente europeu.

Sturgeon, que anunciou na quinta-feira a apresentação, na próxima semana, de uma nova proposta de lei para um referendo sobre a independência escocesa, disse que o Reino Unido se aproxima de uma “nova era política”.

“O crescimento da nossa economia está agora mesmo ameaçado não só pela perspetiva de perdermos o lugar no mercado único, uma situação desastrosa, mas também pelo profundamente perigoso e humilhante mensagem que estão enviando os ‘tories’ [conservadores] sobre os trabalhadores estrangeiros”, disse a ministra.

“Agora, mais do que nunca, devemos dizer aos nossos amigos europeus que a Escócia está aberta ao diálogo” com eles, declarou.

Na quinta-feira, na abertura do congresso do SNP, a chefe do governo escocês disse que “a proposta de lei de referendo de independência será apresentada na próxima semana para consulta” no parlamento escocês.

“Estou determinada que a Escócia possa reconsiderar a questão da sua independência e isso antes de o Reino Unido sair da União Europeia, se for necessário, para proteger os interesses do nosso país”, disse.

Sturgeon tem defendido a necessidade de proteger os interesses da Escócia na sequência da vitória dos adeptos do ‘Brexit’ no referendo britânico de 23 de junho.

Nessa consulta, 52 por cento dos britânicos votaram a favor do ‘Brexit’ mas, na Escócia, 62% dos eleitores votaram pela permanência na UE.

Um referendo sobre a independência da Escócia do Reino Unido seria o segundo, depois de em 2014 os escoceses terem chumbado a independência com 55,30% de votos “não” e 44,70% “sim”. (Noticias ao Minuto)

por Lusa

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