Empresas de transportes estão a contratar 345 trabalhadores

(Miguel Baltazar)

O ministro do ambiente garantiu no Parlamento que a procura e a oferta nos transportes públicos de Lisboa e Porto está a aumentar.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, sublinhou esta quarta-feira no parlamento que em muitas das empresas de transporte “já se está a contratar pessoal operacional, ou pelo menos o processo está em curso”, num total de 345 efectivos.

Segundo contabilizou, a STCP já contratou 139 trabalhadores estando previsto contratar mais 40 e a carris já contratou 75 trabalhadores e está em curso o processo de autorização de mais 41.

Também “o Metropolitano de Lisboa tem em curso a contratação de 30 agentes de tráfego, sendo indispensável a contratação de mais 10″, enquanto ” Transtejo e Soflusa têm em curso um procedimento com vista à contratação de 10 trabalhadores”, frisou.

No caso do Metro de Lisboa, onde o anúncio da contratação foi feito em Março, o ministro referiu que a sua expectativa era que o processo pudesse ser mais célere, mas sublinhou já estar em curso o concurso para a contratação.

Na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, Matos Fernandes sublinhou que “o anterior Governo sangrou os recursos humanos das empresas, com mais de 1.000 trabalhadores a abandonarem as empresas só em Lisboa entre 2010 e 2016”.

Segundo frisou, nas quatro empresas a redução de pessoal no anterior governo foi de 22,7%. A Carris, disse, viu reduzir em 435 o número de efectivos e o Metro de Lisboa 305.

“O anterior Governo destruiu valor. A falta de investimento, que hoje tanto se faz notar na manutenção e na operação, levou a uma degradação dos activos das empresas de Lisboa em cerca de 30% e das do Porto em cerca de 15%”, afirmou.

Como recordou, as medidas tomadas pelo anterior governo afectaram em 25% a oferta.

Agora, acrescentou, “apesar de todas as dificuldades, a procura está a subir. No Porto cresceu 1%, em Lisboa cresceu 2,5%”.

Também a oferta aumentou em Lisboa e Porto, disse, apontando que na STCP eram cumpridas 91% das viagens e agora são 95% enquanto na Carris se passou de 91% para 96%.

“Mesmo com os recursos que temos estamos a recuperar”, afirmou o ministro, que garantiu que os “transportes colectivos terão de ser prioridade em 2017”. “Conseguir a melhoria dos transportes é a reversão da minha vida”, disse. (Negocios)

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