Eleições presidenciais marcadas por abstenção

Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, apela ao voto (Rfi)

As eleições presidenciais registaram uma fraca afluência às urnas encerrando um ciclo de três eleições este ano, em Cabo Verde.

Mais de 360 mil eleitores cabo-verdianos foram chamados para eleger o Presidente da República. Na corrida estão o reitor da Universidade do Mindelo, Albertino Graça, o ex-combatente da Liberdade da Pátria, Joaquim Monteiro e o jurista, Jorge Carlos Fonseca, que tenta a reeleição.

Todas as mesas de Assembleia de Voto abriram à hora marcada, às 8 horas de acordo com a Comissão Nacional de Eleições. No período da manhã, registou-se uma fraca afluência de eleitores às urnas que se prolongou pelo resto do dia.

Segundo a agência cabo-verdiana de notícias Inforpress, numa ronda pelas principais assembleias de votos nos concelhos de Santa Catarina, Tarrafal, Santa Cruz, São Salvador do Mundo e São Miguel, foi possível constatar a fraca movimentação de pessoas.

Após votar, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva no sentido de combater a abstenção apelou ao voto, “as eleições presidenciais são muito importantes, tão importante quanto as legislativas e as autárquicas. Espero que todos façam valer o seu direito e obrigação enquanto cidadãos e não deixar para os outros aquilo que é nosso direito e nosso dever”.

O chefe da missão de observadores da União Africana, que acompanha as eleições presidenciais, Serifo Nhamadjo, em declarações à imprensa, na cidade da Praia mostrou-se optimista com relação a participação dos cabo-verdianos nestas eleições; “a afluência às urnas, tratando-se de domingo, em que muitos irão às igrejas, outros por lides caseiras justificam essa (fraca) afluência. Mais tarde, provavelmente, haverá mais afluência”.

As presidenciais de hoje encerram o ciclo de três eleições este ano no arquipélago, depois das Legislativas de 20 de Março e das Autárquicas de 4 de Setembro. (Rfi)

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