Cuando Cubango: Produtos alimentares registam redução de preços

Cuando Cubango: Produtos vendidos a retalho no mercado informal (Foto: Armando Morais)

Os munícipes de Menongue, capital do Cuando Cubango, consideraram positiva a baixa, nos dois últimos meses, dos preços dos principais produtos de comsumo.

Interpelados pela Angop, durante uma ronda efetuada no principal mercado informal ou paralelo do bairro Paz, arredores da cidade de Menongue, os munícipes foram unanimes em reconhecer que houve uma redução dos preços, situação que anima os consumidores.

Os consumidores consideraram que a baixa de preços dos produtos da cesta básica tem estado a facilitar aquisição de alimentação saudável para as muitas famílias.

Isabel Tchilombo, doméstica de 43 anos de idade, disse que prefere, nos últimos meses de Agosto e Setembro, assim como deste mês de Outubro, fazer as suas compras nos mercados informais porque os preços são mais baixos ainda.

Para ela, com a redução do preço dos produtos da cesta básica tem conseguido elaborar orçamento familiar, dado o momento actual que o país vive, concretamente a crise económica e financeira, que exige, mesmo com os baixos preços, uma gestão mais rigorosa.

Josefa Bernardina, funcionária doméstica, sem avançar quanto recebe mensalmente, reconheceu que os gastos monetários que fazia anteriormente na compra do óleo, farinha de milho, sal, arroz, açúcar e até hortaliças para um mês, eram muito aquém das suas capacidades, algo que mudou consideravelmente.

Espera que os preços continuem a baixar, para que as pessoas possam viver um pouco do seu salário e terem planificação de acções futuras nas suas vidas, lembrando que, tem sido sempre notório, o aumento abismal de preços quando se aproximam as quadras festivas.

Edgar Vieira, gerente do supermercado Shoprite em Menongue, disse que desde o mês transacto que o preço dos produtos que compõe a cesta básica reduziu muito comparativamente aos meses anteriores.

Justificou que os fornecedores locais já têm tido stock, o que tem ajudado muitos comerciantes, mas que anteriormente muitos deles, em função da crise, deslocavam-se para as províncias mais próximas em busca de alguns produtos.

Referiu que, actualmente os produtos com mais aderência são os frescos e o feijão.

Assim, prosseguiu, o saco de arroz de 25 quilogramas custa hoje 7. 100 Kwanzas contra 12 mil, caixa de óleo alimentar AKZ 7. 450 contra 12 mil, de massa alimentar 3000 mil contra 4 mil e 100 Kwanzas.

Referiu que a Shoprite em Menongue atendem diariamente mais de três mil pessoas.

Já no mercado informal o saco de açúcar de 50 quilogramas está actualmente 10 mil Kwanzas contra 22 mil e 500, o feijão 15 mil Kwanzas contra 18 mil, a caixa de óleo de palma 11 mil e 700 contra 15 mil e 200 Kwanzas. (Angop)

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