Cuando Cubango: Malária lidera lista de casos do hospital pediátrico de Menongue

Cuando Cubango: Elsa Kalenga - Directora do Hospital Pediátrico de Menongue (Foto: Armando Morais)

Pelo menos 15 mil e 705 casos de malária registados, num total de vinte e quatro mil e trezentas e sessenta e uma consultas realizadas, durante o primeiro semestre do corrente ano, lideram as ocorrências de doenças notificados no hospital pediátrico de Menongue, sede capital do Cuando Cubango.

Os dados constam de um memorando síntese apresentado pela directora da unidade, Elsa Kanengu Kalenga, durante uma visita de ajuda e controlo realizada, quinta-feira, ao hospital, pelo vice-governador provincial para o sector político e social, Pedro Camelo.

O documento, que não avança dados de mortalidade, atesta ainda que as doenças diarreicas agudas, com três mil e 726 casos, as parasitoses com mil e 558 registos, bem como as respiratórias agudas, com dois mil e 392 casos, preenchem o quadro de ocorrências, num período em que foram igualmente registados 40 mil e 46 internamentos e mil e oitenta e seis transfusões de sangue.

Em média, de acordo com o memorando, atende-se no banco de urgência daquele unidade hospitalar 150 a 200 pacientes/dia, dos quais 20 a 30 doentes com patologias diversas são internados.

O relatório refere que o hospital, vocacionado ao atendimento de crianças, é uma unidade de referência que funciona como uma instituição rovincial, uma vez que atende petizes locais e outras transferidas das mais variadas localidades e municípios da província.

Dentre os variados serviços prestados, lê-se no documento, destacam-se o banco de urgência e um sala especial para crianças em estado crítico, sala de observação, 10 salas de enfermaria, duas farmácias, uma área do Programa Alargado de Vacinação (PAV), bem como um laboratório e hemoterapia, embora carecendo de equipamentos específicos.

No quadro dos recursos humanos, o informe semestral faz saber que o hospital conta, actualmente, com 115 funcionário, dos quais 48 administrativos, 35 enfermeiros, 18 funcionários do banco de urgência e triagem, seis do laboratório e hemoterapia, cinco funcionários nas duas farmácias e três médicos.

De acordo com o relatório semestral, para um melhor funcionamento e redução da mortalidade infantil, urge a necessidade da implementação de um hospital pediátrico de raiz com todos os serviços, o aumento do número de médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório e hemoterapia.

As necessidades são igualmente extensivas ao apetrechamento do laboratório e hemoterapia com microscópios, aparelho de hematologia, aparelho de bioquímica, a montagem de uma sala para cuidados intensivos com todos os equipamentos, incluindo o oxigénio, bem como a aquisição de uma ambulância para o apoio aos doentes e uma viatura normal para o transporte dos funcionários. (Angop)

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