Comércio ganha corpo no país

Higino Carneiro - Governador de Luanda, discursa no 9º Conselho Consultivo Alargado do Ministério do Comércio (Foto: Joaquina Bento)

A actividade comercial no país tem estado a proporcionar várias oportunidades de negócios e geração de mais postos de trabalho, afirmou hoje, na capital do país, o governador de Luanda, Higino Carneiro.

A par da geração de postos de trabalho, disse o governador na abertura do 9 Conselho Consultivo Alargado do Ministério do Comércio, a actividade comercial está a permitir o aumento da renda familiar, surgimento de novas infra-estruturas comerciais modernas e o consequente crescimento do PIB nacional.

Na reunião, que decorre sob o lema “ O desenvolvimento das Actividades Comerciais e o Fomento das Exportações para o crescimento da Economia”, o governador enfatizou que os centros comerciais representam um lugar importante e incontestável na vida dos cidadãos.

Acrescentou que estes garantem a regularidade da oferta e a estabilidade nos preços dos produtos essenciais, o apoio ao incremento da participação da produção nacional e na estrutura do consumo final, a venda regular de bens de consumo essenciais com qualidade, condições de higiene e salubridade, o emprego e transferência de renda, entre outros benefícios.

De acordo com o Plano Nacional do desenvolvimento (PND) – 2013/2017, e dada a actual conjuntura económica que o país atravessa, frisou, o sector do comércio constitui uma das apostas do Executivo angolano, no processo da diversificação da economia, manter o bem-estar da sociedade e o equilíbrio comercial, privilegiando as exportações.

Para o alcance destes objectivos, o responsável diz ser imperativo o aumento da produção interna, através do envolvimento directo do sector empresarial público e privado, com destaque as micros, pequenas e médias empresas nacionais e estimular o processo produtivo interno, para a criação de excedente de produção para a exportação, com vista a reduzir as importações e libertar gradualmente o país da dependência petrolífera.

Para o responsável, o comércio na província de Luanda e no país em geral enfrenta desafios que são actuais e exigem respostas urgentes, que passam pela adequação da actividade comercial à luz da legislação vigente.

Segundo Higino Carneiro, o governo da província de Luanda tornou a área responsável pelo Comércio mais autónoma e acções de capacitação e formação metodológica têm sido realizadas para dotar os técnicos do sector do comércio desta província com ferramentas capazes de fazer frente às diversas formas de comércio ilícito que lesam a actividade formal do comércio.

O governante apelou a todos os intervenientes no processo de organização da rede comercial e dos serviços mercantis, incluindo a sociedade civil, a necessidade de imprimir maior dinamismo na luta para a formalização do comércio informal contribuindo para o reforço do sistema comercial, sendo uma das fontes de arrecadação de receitas para os cofres de Estado.

Pediu aos agentes reguladores da actividade comercial do país a pautar pelo controlo e qualidade dos produtos comercializados, manter o equilíbrio dos preços, de modo que estes estejam sempre ao alcance dos consumidores.

Para o combate a especulação de preços e outras formas que enfermam a prática do comércio na província de Luanda, torna-se necessário reforçar permanentemente os mecanismos de inspecção e fiscalização a todos os níveis, com vista a manter a eficiência e a operacionalidade das actividades comerciais.

Por outro lado, pediu uma maior atenção na manutenção de stocks daqueles produtos que constituem a cesta básica.

Por sua vez, o ministro do Comércio, Fiel Constantino, espera que o debate gere conclusões para que possam ajudar a definir, corrigir ou a melhorar o rumo das actividades realizadas pelo Ministério do Comércio.

Disse ainda que o lema deste Conselho Consultivo Alargado tem a ver com o discurso do momento que reflecte a política do Executivo para o contexto económico que o país está a viver, daí os quadros do Ministério do Comércio participarem activamente neste processo.

Participam do IX Conselho Consultivo Alargado do Ministério do Comércio o Ministro do Comércio, Fiel Constantino e os seus secretários do Estado para o Comércio Interno e Externo. (Angop)

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