CNE dispõe do primeiro relatório sobre registo eleitoral presencial

Abertura do Acto de Supervisão do Registo Eleitoral Presencial (Foto: José Cachiva)

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) possui já o primeiro relatório com os dados sobre a gestão do Processo de Registo Eleitoral Presencial, em curso no país, desde 25 de Agosto.

O documento foi entregue quarta-feira, em Luanda, pelo ministro da Administração de Território, Bornito de Sousa, ao presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Silva Neto.

No final da cerimónia, realizada na sede nacional da CNE, o director nacional das Tecnologias e Apoio aos Processos Eleitorais, António Lemos, referiu que o informe reporta o conjunto de todas as acções inerentes ao processo, desde a fiscalização dos partidos políticos à mobilidade das brigadas.

Informou que um milhão e 900 mil cidadãos já efectuaram a actualizacão dos seus dados eleitorais e consequente prova de vida, desde o início do processo (em 25 de Agosto de 2016).

Considerou positivo o processo, na medida em que os dados apurados representam, do ponto de vista operacional, as expectativas da entidade registradora.

António Lemos salientou que o processo conhecerá nova dinâmica a partir de segunda-feira (10), com a entrada em funcionamento e de forma progressiva de novos brigadistas para completar o número previsto em todo o país, que é de 4.500 efectivos.

Acrescentou que, a partir da segunda quinzena deste mês, o processo vai evoluir para a fase de emissão de segunda via de cartão de eleitor e o registo, pela primeira vez, dos cidadãos que completam 18 anos até poucos meses antes do pleito de 2017.

No âmbito da transparência que se pretende, o responsável declarou que os fiscais dos partidos políticos têm acompanhado o processo na medida das suas capacidades de intervenção.

Por sua vez, a porta-voz da CNE, Júlia Ferreira, afirmou que o primeiro relatório vai permitir ao órgão supervisor do processo cumprir com as suas obrigações decorrentes da lei e ter uma percepção do número de eleitores que já actualizaram os seus dados.

Neste sentido, expressou a satisfação da CNE pela pertinência dos dados estatísticos apresentados sobre o número de eleitores confirmados em cada uma das 18 províncias do país, das quais o Huambo ocupa a segunda posição, depois de Luanda.

Júlia Ferreira indicou que as próximas tarefas da CNE consistirão no mapeamento e constatacão do estado de conservação das instalações afectas à instituição para albergar as assembleias de voto em 2017.

O acto foi assistido por comissários da CNE e funcionários do Ministério da Administração do Território. (Angop)

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