Chefe de Estado congratula-se com acordo na RDC

Presidente da República, José Eduardo dos Santos (Foto: Francisco Miudo)

O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, manifestou-se hoje regozijado com o acordo entre o governo da República Democrática do Congo (RDC), alguns partidos da oposição e a sociedade civil no sentido de realizarem eleições, inicialmente previstas para este ano, a 29 de Abril de 2018.

O também presidente em exercício da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), discursava na abertura da 7ª reunião de Alto Nível do mecanismo regional de supervisão do acordo quadro para a paz, segurança e cooperação na RDC e na região.

Adiantou que o acordo mantem-se em aberto para futuras adesões e prevê que o Presidente Joseph Kabika, apesar de completar dois mandatos, permaneça até a eleição do novo Chefe de Estado, devendo a oposição indicar um primeiro-ministro a frente de um governo que inclua diferentes sensibilidades políticas.

Desejou que a criação do governo de unidade nacional e de transição ponha fim o clima de contestação e desestabilização e contribua para a preservação da paz e estabilidade, indispensável ao normal funcionamento do país e das instituições.

Desencorajou a violência porque só a paz e a estabilidade podem conduzir a um processo eleitoral sério, honesto e credível, ao mesmo tempo que apelou o respeito as normas democráticas e a evitar a violência aos que desejam atingir o poder.

Considera ser melhor e mais fácil chegar ao poder de forma pacífica e em ordem, que assumir um país devastado.

Para o Chefe de Estado angolano, na RDC, o governo, a oposição e a sociedade civil devem conjugar esforços no combate as forças negativas e a ameaça de expansão do terrorismo.

Considerou inqualificáveis e condenou os ataques terroristas no Quénia, causando mortes de inocentes e prejuízos materiais, apelando a vigilância.

Acha que os exemplos que se assistem no Médio Oriente e em África são elucidativos para qualquer político consciente e honesto, apelando o cumprimento rigoroso do princípio do não reconhecimento dos poderes estabelecidos por via de métodos anti-constitucionais.

Voltou a manifestar-se a favor do diálogo que conduza a posições razoáveis e o consenso e afaste o extremismo.

Para o Presidente em exercício da CIRGL prova mais uma vez que o diálogo continua a ser a única via válida para se dirimirem contradições e se superarem crises e conflitos, por forma a garantir a paz dos espíritos e a estabilidade política e social, no respeito das leis vigentes.

José Eduardo dos Santos espera que os países africanos assumam em pleno as opções por Estados Democráticos e de Direito, consolidando as instituições e respeitando a vontade livremente expressa, e permitir que as gerações se afirmem como legítimas continuadoras das políticas de desenvolvimento, progresso e bem estar.

Considerou também essencial concluir e consolidar o processo de paz iniciado na República Centro Africana, desaconselhando a transferência a resolução de problemas políticos para o tribunal internacional.

Pediu que se mantenham “as pontes do diálogo” , lembrando que apesar das situações dramáticas vividas na África do Sul e em Angola não se encaminharam os problemas para o tribunal internacional para o alcance da reconciliação nacional. (Angop)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA