Cabinda: Apreendidos mais de 100 mil litros de combustível

(DR)

Cento e 41 mil e 284 litros de combustível avaliados em trinta e cinco milhões e 52.150 kwanzas foram apreendidos na província de Cabinda, durante o primeiro semestre do ano em curso.

Os dados foram avançados pelo director do gabinete de comunicação institucional e imprensa do comando provincial da Polícia Nacional, o superindente- chefe, José Feliciano da Mónica “ Fele”, durante a 2ª. Sessão Ordinária do Conselho Provincial de Auscultação e Concertação Social, que decorreu, quarta-feira, no Palácio do governo local.

José Mónica, disse também que durante o mesmo período foram abertos e encaminhados ao magistrado do ministério público 23 processos. Por transgressões petrolíferas estiveram implicados 37 cidadãos, sendo 33 nacionais e quatro estrangeiros.

O também porta- voz do comando provincial da Polícia Nacional em Cabinda, adiantou que o quadro sobre este fenómeno leva a concluir que a situação é preocupante atendendo ao número de cidadãos nacionais e estrangeiros envolvidos nesta prática e pelas modalidades em que o produto é adquirido a partir das fontes de abastecimento.

As vias terrestre, marítima e fluvial são os corredores utilizados pelos contrabandistas para atingirem as fronteiras, geralmente a noite e de madrugada para a movimentação do combustível em pequenas embarcações, pirogas e canoas, tirando proveito do deficiente controlo policial por falta de meios.

Salientou que as fronteiras de Massabi, Tando-Zinze, Beira-Nova, Chimbuandi, Chingundo e Necuto continuam ser as mais preferidas pelos contrabandistas por serem as que melhores condições oferecem em termos de fluidez deste negócio ilícito.

As vizinhas Repúblicas Democrática do Congo e do Congo Brazzaville são os pontos de destino do combustível contrabandeado, onde não somente beneficia cidadãos desses países como também de outros países de África.

Para Felicino da Mónica, o reforço do patrulhamento nas fronteiras terrestre, marítima e fluvial com os países vizinhos, acompanhamento operativo do abastecimento de combustível a partir do terminal oceânico e postos de revenda nas sedes municipais e nas áreas reputadas por especialistas de baixa visibilidade, catalogação e responsabilidade criminal dos implicados e consequentemente a sua apresentação pública através dos órgãos da comunicação social são, entre outras, medidas a serem tomadas nos próximos momentos.

Apelou os administradores municipais, enquanto membros integrantes do poder local do estado, no âmbito das suas obrigações, a divulgarem na respectivas áreas de jurisdição, a legislação sobre o contrabando de combustíveis e a continuarem a trabalhar na sensibilização das comunidades para abdicarem-se desta prática. (Angop)

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