Benguela: Mulheres rurais querem apoio para actividade

Mulheres de zonas rurais (Foto: José Krithinas)

As mulheres rurais organizadas em cooperativas e associações de camponeses pediram sábado, no município da Ganda, província de Benguela, apoio ao governo de instrumentos agrícolas, sementes, adubos e motobombas, para o desenvolvimento da actividade agrícola da região.

O pedido foi expresso numa mensagem lida pelas mulheres rurais na povoação de Kalandi, periferia da Ganda, por ocasião da passagem do 15 de Outubro, dia da mulher rural, tendo ressaltado a estiagem que ultimamente tem criado prejuízos e comprometido o rendimento do cultivo de cereais.

Na mensagem pediram ainda maior apoio no envolvimento das mulheres em acções preconizados pelo governo, no sentido de combater a fome e a redução da pobreza no seio das famílias, bem como defenderam o papel da mulher rural na construção de uma sociedade justa, com a sua dedicação e harmonia rumo aos desafios da diversificação da economia.

Consideram que, as mulheres rurais constituem um pilar da vida familiar e doméstica com responsabilidades acrescidas no domínio da educação dos filhos, promovendo um agregado familiar e uma gestão de vida no lar, cujo meio pode ser caracterizado com um indicador para se adptar em um modo de vida simples.

“O momento e o futuro exige evolução para que se utilize meios tecnológicos e modernos capazes de se aplicar no mundo letrado, deixando assim o recurso de ferramentas tradicionais e obsoletos que até então era dedicada a actividade produtiva ou agricultura de subsistência e pastorícia”, lê-se na mensagem.

As mulheres exortaram por outro lado, mais engajamento do governo na melhoria das condições básicas de vida e saneamento do meio, comprometendo-se na participação activa da classe nas aulas de alfabetização.

Por seu turno, o administrador adjunto da Ganda, Bartolomeu Dumbo, reconheceu a importância da mulher rural pelo papel que desempenha e sacrifícios consentidos para o desenvolvimento sócio económico do país e da localidade em que habita.

Reiterou o compromisso do executivo liderado pelo Presidente José Eduardo dos Santos, na prestação de maior atenção a mulher rural, com vista ao desenvolvimento do campo e considerou que a mulher rural constitui um pilar no desenvolvimento de qualquer sociedade partido do princípio de ser geradora de vida e dos seus afazeres quotidiano.

Defendeu o ajustamento das políticas sobre a mulher na generalidade, dado ao esforço que esta classe e sobretudo nas zonas rurais têm feito, e realçou as conquistas alcançadas no processo de alfabetização em relação ao período antes da independência.

“Elas mostram esforço e dedicação e participam no combate contra o analfabetismo, sendo um dos piores males deixados pelo regime colonial, havendo agora muitos espaço significativo para a mulher do campo sair do obscurantismo”, disse realçando a instituição do 16 de Outubro, dia mundial da alimentação, que a associada ao dia 15, dia da mulher rural constituem duas datas interligadas. (Angop)

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