Benguela: Defendido criação de Museu de Radiodifusão de Angola

Benguela (Foto: Jorge Monteiro/Portal de Angola)

A ideia de criação de um Museu Nacional de Radiodifusão de Angola foi defendida em Benguela, pelo jornalista sénior da Emisora provincial, Lilas André Orlov, visando congregar o seu acervo histórico e testemunhar a realidade da evolução sonora no país.

Em declarações à Angop, quinta-feira, a propósito da palestra sobre “A revolução digital e o futuro da Rádio em Angola”, para assinalar o 05 de Outubro, afirmou que a ideia de criação na cidade de Benguela, de um Museu surge da necessidade de congregar e se tornar público milhares de equipamentos, como receptores, de registo sonoro, de emissão, suportes de gravação, entre outros, espalhados pelo território nacional.

Afirmou que o museu serviria para espelhar a progressão da rádio ao longos dos anos de existência, uma vez que o município de Benguela carrega consigo o “pioneirismo e o simbolismo da radiodifusão em Angola.

Considerou que Benguela é olocal perfeito para a materialização da ideia de modo a evitar-se o esquecimento de todo um espólio e historial”.

Avançou que será solicitado às instâncias de direito, que o 28 de Fevereiro de 1931 e Álvaro Nunes de Carvalho, considerado pai da radiodifusão em Angola, sejam mantidos como referência e memorial, tendo reconhecido a necessidade de perseverança, tendo em vista a sua concretização.

Por ocasião da celebração dos 39 anos da RNA, os trabalhadores da Emissora Provincial de Benguela, realizam sábado próximo, a plantação de 100 árvores e campanhas de limpezas nas suas instalações. Esta actividade marcará o encerramento das festividades que arrancaram a 1 de Outubro 2016.

A radiodifusão em Angola foi iniciada em Benguela por Álvaro Nunes de Carvalho, proprietário de uma estação emissora com alguns watts e que funcionou até 1957. (Angop)

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