Benguela: CASA-CE lembra legado de Agostinho Neto na diversificação da economia

Logótipo CASA-CE (casanoticias.blogspot.fr)

O secretário provincial da coligação eleitoral CASA -CE em Benguela, Francisco Viena, defendeu, terça-feira, que o Executivo trabalhe com afinco na base do legado do primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto, de que a agricultura é a base e a indústria factor decisivo para o desenvolvimento da economia.

Em declarações à Angop, em reacção à mensagem sobre o Estado da Nação, proferida segunda-feira pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, Francisco Viena, disse ser um legado bastante importante que o MPLA tem de recuperar, embora muito já ficou por fazer ao longo dos 40 anos.

Francisco Viena considerou que o país deveria tirar ilações desse legado para uma bem-sucedida recuperação do potencial produtivo e industrial do país e, com isso, a diversificação da economia alcançaria o desígnio nacional.

Evocando “o preço muito elevado” que o país pagou por apenas se olhar para a importação de bens de consumo e serviços, o dirigente político alertou para a importância da definição clara de políticas públicas para o desenvolvimento de Angola, por via dos sectores agrário e industrial.

Desta forma, segundo o secretário da CASA – CE em Benguela, o Executivo poderia reduzir sobremaneira a importação de bens e serviços de consumo a que se assiste ainda, dada a pouca expressão do sector agrário e diz ser fundamental definir a vocação de cada província em termos de sector produtivo como pescas e agricultura, onde devem ser canalizados investimentos.

“Até porque Benguela tinha produção de cana-de-açúcar em grande escala, no tempo colonial: até 1976, ainda se fabricava açúcar em Angola, na província de Benguela, mas precisamente na comuna do Dombe Grande”, disse.

Firmou que, também se produzia óleo alimentar e sabão na Catumbela, que entretanto insiste na necessidade de o Executivo definir políticas públicas concretas para o desenvolvimento do país inteiro, reduzindo assim as assimetrias regionais.

O responsável não tem dúvidas de que se o país tivesse apostado no sector agrário e industrial ao longo dos 40 anos, hoje teria diminuído sobremaneira o nível de importação de produtos.

E na senda das estratégias para a diversificação da economia apresentada pelo Chefe de Estado, o político disse que a visão da sua coligação política assenta, no entanto, na racionalização de recursos financeiros para desenvolver imediatamente o sector agrário e industrial.

Com isso, acrescentou a fonte, o país teria já indústrias a funcionar em pleno no sentido da transformação de tudo quanto é produzido no campo. (Angop)

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