Banco de Angola quer aproximar modelo de supervisão financeira ao de Portugal

Luanda (Foto: D.R.)

O governador do banco central de Angola, Valter Filipe Duarte, anunciou que o Banco Nacional de Angola vai receber “assistência técnica” de Portugal e da África do Sul. O objectivo é aproximar o modelo angolano de supervisão financeira ao sul-africano.

Angola quer aproximar o modelo de supervisão financeira àquele que vigora em Portugal e na África do Sul. Segundo declarações prestadas pelo governador do Banco Nacional de Angola, Valter Filipe Duarte, à rádio estatal RNA, e citadas pela agência Bloomberg, o banco central angolano vai mesmo receber “assistência técnica” da instituição homóloga sul-africana.

O anúncio feito por Valter Filipe Duarte enquadra-se no processo de reestruturação do sistema financeiro em curso em Angola, através do qual o governador do banco central angolano pretende aproximar o modelo de supervisão bancária aos existentes em Portugal e na África do Sul.

Isto numa altura em que o sistema financeiro angolano enfrenta dificuldades de monta. Ainda na passada segunda-feira, o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, nomeou uma nova administração para o Banco de Poupança e Crédito (BPC), uma das principais instituições financeiras do país.

O BPC atravessa actualmente um processo de reestruturação, em especial devido aos 1,1 mil milhões de euros que o banco tem em crédito vencido. Isto já depois de em Setembro último ter sido noticiado que o Estado angolano pretende emitir a breve trecho 1,2 mil milhões de euros em dívida por forma a apoiar a gestão de activos financeiros deste banco estatal.

Portugal e Angola continuam a trabalhar num caso comum aos dois países. Trata-se do antigo Banco Espírito Santo Angola (BESA), que na decorrência do elevado volume de crédito malparado, detectado em 2014, foi alvo de uma intervenção da parte do Banco Nacional de Angola, o que acabou por levar à saída do então BES do capital social da filial angolana, sendo substituído como accionista de referência pela petrolífera estatal angolana Sonangol. Os problemas no BESA ditaram perdas financeiras para o BES. (jornaldenegocios)

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