Angola/RCA: Autoridades avaliam cooperação

Georges Chikoti - Ministro das Relações Exteriores (arq) (Foto: Lino Guimarães)

O estudo de mecanismos para o reforço da cooperação bilateral entre Angola e a República Centro Africana (RCA) esteve no centro de um encontro, essa quarta-feira, entre o ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chikoti, e o seu homólogo, Charles Armel Doubane, que se encontra no país em visita oficial.

Em declarações à imprensa, no final do encontro, o ministro Georges Chikoti fez referência ao trabalho efectuado por Angola no âmbito dos Grandes Lagos para a estabilização deste país, mas salientou que estão a ser desenvolvidos trabalhos para, até quinta-feira, ser rubricado o Acordo Geral de Cooperação entre as duas nações.

Disse que este acordo poderá servir para o relançamento da cooperação entre Angola e a RCA, a que se poderá seguir outros, uma vez que os dois países estão interessados em estabelecer relações em várias áreas, como formação, educação, diplomático, económico, transportes, mineiro, agricultura, militar, entre outros.

“Poderão existir acordos específicos quando se justificar”, disse.

Angola, referiu, quer que este país posa entrar numa fase de normalização, com base nas eleições que tiveram lugar este ano e também quer que todas as forças políticas adiram ao processo, uma vez que existem ainda preocupações.

Realçou que o país vai continuar a acompanhar o desenrolar da situação neste país e será também uma das abordagens durante a Cimeira da CIRGL, a ter lugar na capital do país, ainda este mês.

Disse, por outro lado, que pretende-se ainda com a visita do seu homologo a preparação da visita do estadista da RCA, que poderá ocorrer ainda no presente ano.

A data concreta está por acertar.

Por sua vez, o ministro centro-africano dos Negócios Estrangeiros, Armel Doubane, realçou o apoio de Angola e a importância das relações entre os dois países.

Referiu-se também à experiência de Angola nos diversos domínio, sobretudo na manutenção da paz e segurança regional, que seria mais-valia para o seu país, daí o interesse na cooperação bilateral.

“Para nós, Angola é um modelo. Depois de um longo conflito conseguiu a reconciliação nacional e hoje mantém um grande país, bastante unido, o que nos inspira”, referiu. (Angop)

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