Angola Investe: Muito aquém das metas a que se propôs

Colheita de cana-de-açúcar em Malanje (Voa)

O programa de apoio às micro, pequenas e médias empresas, popularizado
como Angola Investe, está muito aquém das metas a que se propôs,
confirmando mais uma vez o optimismo das autoridades angolanas em
fazer bons planos mas péssimos a executar. Para falar sobre o assunto
ouvimos o empresário Jorge Baptista, o economista Claúdio Nadaz e
Samora Kitumba, administrador do Instituto Nacional de apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas.

As mesmas fontes acrescentam que os resultados, muito aquém das
expectativas, são consequência de um sistema bancário sem
sensibilidade e competência para acompanhar projetos no sector
produtivo – como a agricultura, as pescas, a pecuária, só para citar
estes.

Nesta conformidade os programas de fomento da actividade empresarial e
do empreendedorismo, foram reformulados porque não cumpriram os
objetivos, sendo que no âmbito do angola investe foram criados, até
agora, cerca de 50 mil empregos – mas a meta inicial previa 200 mil
novos postos de trabalho.

O programa Angola Investe é uma iniciativa do Governo angolano, criado
em 2012, que visa criar e fortalecer as Micro, Pequenas e Médias
Empresas nacionais tendo sido apresentando como uma oportunidade para
fortalecer e diversificar a economia do país.

No entanto, desde a sua operacionalização que coincidiu com as
eleições de 2012 e após quatro anos, o programa atingiu pouco menos do
objetivo inicial.

A fraca execução deste programa tem causado a troca de acusações entre
o ministério da economia e os gestores bancários. Em causa está a
redução da disponibilidade de garantias e o corte nas linhas de
crédito bonificados para os beneficiários, tendo obrigado a banca a
suspender a cedência de créditos aos promotores.

Em princípios do corrente ano, o ministério da economia através de uma
nota de imprensa, destacou o papel relevante que o Programa Angola
Investe tem vindo a desempenhar na melhoria do ambiente de negócio e
na capacitação dos empresários do país.

A nota fazia igualmente referencia que a abrangência desta iniciativa
é elevada, existindo projetos aprovados em todas as províncias do país
e em todos os sectores de actividade abrangidos pelo programa. (Voa)

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