Abertura dos mercados: Investidores aguardam pelo BCE

(Reuters)

A reunião do BCE está a dominar as atenções dos investidores, que procuram sinais sobre o futuro da política monetária na Zona Euro. As bolsas seguem pouco definidas, o euro cai e o petróleo está a aliviar da subida da última sessão.

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,14% para 4.715,59 pontos

Stoxx 600 cede 0,65% para 342,99 pontos

Nikkei valorizou 1,39% para 17.235,50 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,6 pontos para 3,189%

Euro cede 0,04% para 1,0970 dólares

Petróleo em Londres desce 0,93% para 52,18 dólares por barril

Bolsas condicionadas pelo resultados enquanto esperam pelo BCE

A época de resultados prossegue, o que tem condicionado a negociação bolsista um pouco toda a Europa e EUA. Esta quinta-feira é a Nestlé que se destaca, ao perder 1,14% para 73,80 francos suíços, depois de ter anunciado que as suas receitas cresceram ritmo mais lento em mais de uma década. Já a Pernod Ricard está a subir 1,48% para 110,05 euros, depois de ter reportado um crescimento de vendas superior ao esperado.

As bolsas reflectem assim os resultados de cotadas, enquanto se aguarda pela conclusão da reunião do BCE. Apesar de se prever que o banco central mantenha todas a medidas de política monetária, os investidores e analistas estarão atentos às palavras de Mario Draghi, presidente da autoridade, para perceber se o BCE poderá reforçar os estímulos à economia ou não.

E no dia em que houve o último debate presidencial dos EUA antes das eleições de 8 de Novembro, o analista do Commerzbank Lutz Karpowitz realça que as eleições norte-americanas já não são uma questão que interesse aos mercados, uma vez que Donald Trump não conseguiu uma mudança radical da percepção do eleitorado.

As bolsas europeias seguem assim sem tendência definida, com o Stoxx600 a perder 0,19% para 342,99 pontos, numa altura em que as bolsas variam entre perdas de 0,15% do índice britânico e ganhos de 0,51% do grego. Na praça nacional a queda de 0,14% para 4.715,59 pontos é justificada essencialmente pela descida da Jerónimo Martins, cujos resultados dos primeiros nove meses do ano serão conhecidos amanhã.

Juros em queda após leilão

Os juros portugueses seguem a descer, depois de ontem o Estado se ter financiado em 1.250 milhões de euros de dívida de curto prazo com juro negativo a três meses. A queda dos juros surge ainda numa semana marcada pela divulgação do relatório da DBRS. A taxa implícita nos juros a 10 anos está a descer 0,06 pontos base para 3,189%, com o prémio de risco face à dívida alemã a descer 0,64 pontos para 315,8 pontos.

Euro cai pressionado pelo BCE

A expectativa de que o BCE possa implementar mais medidas de estímulo, ainda que mais no final do ano, ao mesmo tempo que a Fed pode subir juros, está a pressionar o euro, que recua 0,04% para 1,0970 dólares.

Petróleo cai a aliviar dos ganhos

O petróleo está a descer quase 1%, a aliviar da subida de quase 2% registada na última sessão devido à queda das reservas de crude dos EUA. Os “stocks” desta matéria-prima diminuíram em 5,25 milhões de barris na semana passada para o nível mais baixo desde Janeiro.

Ouro condicionado por políticas monetárias

O ouro segue pouco alterado, mas próximo de máximos de duas semanas, à espera do BCE e da definição da política monetária dos EUA, uma vez que este activo costuma ser usado pelos investidores como refúgio. (Negocio)

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