Abertura do ano Agrícola 2016/2017, destaque da semana

serão desbravados mais de quatro milhões de hectares (Foto: Pedro Parente)

A abertura oficial do Ano Agrícola 2016/2017, na localidade de Cacala, município de Lucala, Cuanza Norte, uma província com abundantes potencialidades agrícolas, constitui matéria de capa do noticiário económico dos últimos sete dias da semana.

Para campanha aberta pelo ministro da Agricultura, Marcos Alexandre Nhunga, serão engajadas um milhão e 700 mil famílias camponesas e lavrados em todo o país cerca de quatro milhões de hectares.

Na cerimónia, o ministro da Agricultura, Marcos Alexandre Nhunga, referiu que a escolha da província para a abertura do ano agrícola visa incentivar o aumento da produção na região e revitalizar o cultivo das culturas locais.

Segundo o titular da pasta da Agricultura, o ministério quer a província do Cuanza Norte recupere o lugar que detinha em termos de produção agrícola nacional e também reconhecer os esforços que têm sido empreendidos pelas autoridades governamentais, empresários agrícolas e os camponeses locais.

O ministro procedeu à entrega de dois tractores com as respectivas alfaias aos associados das cooperativas agrícolas de Cacala e Comandante Nguento, para o aumento das áreas de cultivo, e sementes e instrumentos agrícolas a camponeses isolados.

Ainda no domínio agrário, para dinamizar e dar sustentabilidade às actividades, o presidente do conselho de administração da Agência Angolana de Regulação e Supervisão dos Seguros (ARSEG), Aguinaldo Jaime, admite que antes do final do ano o país pode ter o seguro agrícola operacional.

Ao falar no workshop sobre o “Papel dos seguros e Fundos de Pensões no Desenvolvimento Económico e Social”, sublinhou que o seguro agrícola não dispensa a participação do Estado.

O referido seguro, que está em fase de preparação, vai ter a participação da ARSEG, dos ministérios da Economia, Agricultura e dos resseguradores.

Informou que o seguro agrícola vai ser uma ferramenta para a protecção dos agricultores, o que vai permitir enfrentar os riscos que a actividade agrícola envolve. Entre os riscos destacou a seca, desertificação, queda excessiva de água e as que podem ter consequências devastadoras.

No mesmo workshop “Papel dos seguros e Fundos de Pensões no Desenvolvimento Económico e Social” a secretária de Estado do Orçamento, Aia-Eza da Silva, considerou que o mercado de seguros no país registou um crescimento e apresenta como desafio o surgimento de produtos cada vez mais inovadores e que sirvam a sociedade.

Afirmou que o crescimento do sector se reflecte no aumento de seguradoras que o mercado interno regista e na qualidade de serviço prestado. “O desafio agora não está em crescer em quantidade, mas em qualidade e no leque de serviços que são oferecidos. O momento é bastante desafiante”, alertou.

No segmento comercial, destaque para aprovação pela Unidade Técnica de Apoio ao Investimento Privado (UTAIP) do Ministério do Comércio de um total de 13 contratos de investimentos ligados ao sector do comércio, avaliados em dez milhões de dólares norte-americanos (USD).

Na cerimónia, o director da Unidade Técnica de Apoio ao Investimento Privado do Ministério do Comércio, Amarildo Araújo, salientou que a assinatura de novos contratos de investimento estrangeiro para o sector, em execução e por executar, na sua maioria na província de Luanda, vão permitir a criação de um total de 360 postos de trabalho com prioridade para os nacionais.

O total deste número foi completado esta semana com a assinatura de dez novos contratados de investimentos para o sector, avaliados em três milhões 832 mil e 448 dólares norte-americanos, numa cerimónia orientada pelo secretário de Estado para o Comércio Interno, Jaime Fortunato.

Dos documentos rubricados entre o Ministério do Comércio, através da Unidade Técnica de Apoio ao Investimento Privado (UPAIP) e investidores estrangeiros identificam-se países como, Reino Unido, Portugal e Eritreia.

Estes investimentos serão implantados nos municípios de Luanda, Viana, Cacuaco e Belas, onde serão comercializados produtos da cesta básica, realizadas prestações de serviços na área de consultoria diversa, fornecimento de medicamentos e acções afins.

A participação do ministro do Comércio, Fiel Constantino, no fórum da Lei sobre Crescimento e Oportunidade de Desenvolvimento em África “AGOA”, também constitui igualmente manchete da semana.

O ministro do Comércio, Fiel Constantino, considerou que o fórum foi de encontro às expectativas dos participantes africanos e americanos, porque algumas medidas foram acertadas no sentido do que vai ser por um lado o futuro da AGOA, assim como o futuro pós-AGOA”.

A administração dos EUA, prosseguiu, acabou por reconduzir a iniciativa AGOA por mais dez anos, mas ainda não é certo que após este período venhamos a ter uma prorrogação.

A 15ª edição do Fórum da AGOA decorreu de nos Estados Unidos de 22 a 26 de Setembro do ano em curso.

O evento foi precedido de vários encontros, dos quais destacamos o Fórum da Sociedade Civil, a Reunião Consultativa dos Ministros do Comércio e do Trabalho da União Africana.

Noutra vertente da actividade comercial, o Ministério do Comércio prometeu um maior apoio às empresas produtivas e exportadoras angolanas, de modo a reduzir o grau de dificuldades que enfrentam para se inserirem no mercado internacional.

Segundo o secretário de Estado para o Comércio Externo, Alexandre Costa, essas empresas nacionais terão o necessário apoio para a sua inserção no comércio internacional.

Disse que o apoio vai permitir que as empresas exportadoras aumentem gradualmente a sua participação em novos mercados, colocando produtos de qualidade e que respondam às necessidades dos consumidores.

Alexandre Costa, que falava no acto de abertura do seminário sobre “Regras de origem e acesso aos mercados externos”, afirmou que os produtos angolanos só poderão aceder aos mercados internacionais quando cumprirem com os requisitos exigidos pelos diferentes países de destino das exportações.

No domínio bancário, o Banco Africano de Desenvolvimento sugere a promoção das parcerias público-privadas, como uma aposta para contornar a dificuldade financeira que Angola enfrenta, em consequência da baixa do preço do crude no mercado internacional.

A promoção da PPP é bem-vinda e necessária para compensar a queda dos financiamentos públicos e incentivar os investidores privados, afirmou o representante residente do BAD em Angola, Septime Martin.

Segundo Septime Martin, que falava nesta quarta-feira, no acto de abertura do workshop sobre Parceria Pública Privada, no contexto específico de Angola há a necessidade de acelerar a diversificação económica e implementar os projectos estruturantes. (Angop)

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